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O Evangelho Segundo o Espiritismo à luz da Bíblia

Kardec afirmou que "O Evangelho Segundo o Espiritismo" era a última revelação de Deus à humanidade e a mais actual e correcta. Milhões têm sido enredados por essa doutrina que vem sendo modificada...

O Evangelho Segundo o Espiritismo à luz da Bíblia

Kardec afirmou que "O Evangelho Segundo o Espiritismo" era a última revelação de Deus à humanidade e a mais actual e correcta. Milhões têm sido enredados por essa doutrina que vem sendo modificada...

03
Dez16

Terceira revelação?

Maria Helena

«A lei do Antigo Testamento teve em Moisés a sua personificação; a do Novo Testamento tem-na no Cristo. O Espiritismo é a terceira revelação da Lei de Deus, mas não tem a personificá-la nenhuma individualidade, porque é fruto do ensino dado, não por um homem, sim pelos Espíritos, que são as vozes do Céu, em todos os pontos da Terra, com o concurso de uma multidão inumerável de intermediários. É, de certa maneira, um ser coletivo, formado pelo conjunto dos seres do mundo espiritual, cada um dos quais traz o tributo de suas luzes aos homens, para lhes tornar conhecido esse mundo e a sorte que os espera.»

 

Comecemos por ir ao dicionário ver o significado da palavra "personificação":

"Personificação é o ato de conferir características humanas aos objectos inanimados ou ao que é abstrato, como as emoções e animais, por exemplo. Na língua portuguesa, a personificação é classificada como uma figura de linguagem, que também é conhecida como prosopopeia. Como dito, a personificação é o efeito de “humanizar”, ou seja, dá feições tipicamente humanas ao que é, originalmente, inanimado.

Exemplo: “A vida é cruel”; “Hoje o dia sorriu para mim” ou “O gato estava apaixonado pela encantadora e tímida gatinha”.

Este estilo é bastante explorado na literatura, principalmente em histórias de fantasias e fábulas. Deste modo, a narrativa se torna mais expressiva, dramática, poética e criativa, qualidades estas que são essenciais para a construção de um texto literário interessante. A personificação também está presente em diversas expressões do quotidiano, como: “A manhã vos saúda”; “A sorte te sorri”; “Que as estrelas zelem teu sono”; entre outras."

 

Depois da explicação do dicionário, o que é que Moisés veio personificar?

O Antigo Testamento tem o Pentateuco [5 livros] escritos por Moisés, mais 34 livros de outros escritores. Portanto, Moisés foi escolhido, chamado e enviado por Deus a libertar o povo do Egipto. Moisés recebeu de Deus a Lei e escreveu tudo o que Deus lhe ordenou. Deus não é um ser inanimado para Moisés personificar/animar, nem uma fábula ou fantasia. Deus é real e é Ele, não Moisés, o AUTOR da Lei, do Antigo e do Novo Testamentos. Portanto, Moisés foi um servo de Deus, um vaso usado por Ele para escrever alguns livros da Bíblia e para realizar a obra de Deus numa determinada época.

 

Cristo, tal como Moisés profetizou, é o Messias. Ele é Deus que se fez homem e veio cumprir a lei em nosso lugar. Ele veio substituir o cordeiro perfeito requerido por Deus nos sacrifícios do AT para expiação dos pecados do povo, e oferecer-SE em holocausto para salvar todo aquele que nEle crer:  «Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado,» (1 Pedro 1:18-19).

 

Ao contrário de Moisés, Jesus é eterno - Ele é Deus, na Pessoa bendita do Filho. Ele morreu, mas ressuscitou corporalmente e disse aos seus discípulos: «Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho.» (Lucas 24:39).  João, um dos que O viu ressuscitado, escreveu: «Quando, pois, ressuscitou dentre os mortos, os seus discípulos lembraram-se de que lhes dissera isto; e creram na Escritura, e na palavra que Jesus tinha dito.» (João 2:22). 

 

A contrário dos demónios que apareceram a Kardedc e lhe mentiram, todos os apóstolos e discípulos de Cristo tinham a certeza da Sua ressurreição corporal claramente expressa no Novo Testamento e devidamente profetizada no Antigo. Não que os demónios a serviço do Diabo não o saibam, mas porque foram enviados por ele para enganar quem lhes dá ouvidos. Como disse Jesus: « [...] o diabo, [...] é homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira.» (João 8:44).

 

 

Seria ridículo se não enganasse tanta gente! O espiritismo é uma doutrina diabólica que visa descredibilizar a Palavra do Próprio Deus, negar a obra redentora de Cristo e que tem a personaliza-lo os demónios que baixam nas sessões espíritas e que possuem todos os que lhes dão ouvidos.  Não são as vozes do céu, mas sim «[...] as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.» (Efésios 6:12).  

 

A Bíblia é muito clara quando afirma que: «[...] há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.» (1 Timóteo 2:5). Divinamente inspirado, o autor da carta aos Hebreus ensinou: «Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho,» (Hebreus 1:1). Jesus, entretanto, prometeu aos seus discípulos enviar o Espírito Santo para «vos ensinar todas as coisas, e vos fazer lembrar de tudo quanto vos tenho dito.» (João 14:26). Foi o Espírito Santo, que desceu sobre os discípulos no dia de Pentecostes, que capacitou os escritores usados para escrever o Novo Testamento. Paulo, usado por Deus para escrever a maior parte das cartas do NT, alertou-nos contra OUTROS evangelhos: «Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema.» (Gálatas 1:8); «Porque, se alguém for pregar-vos outro Jesus que nós não temos pregado, ou se recebeis outro espírito que não recebestes, ou outro evangelho que não abraçastes, com razão o sofreríeis.» (2 Coríntios 11:4), e afirmou que qualquer um que acreditar neles é maldito. Ora, como sabemos, "O Evangelho Segundo o Espiritismo" é OUTRO evangelho. Um falso evangelho.

 

 Jesus, Ele próprio, disse qual seria a "sorte" eterna dos homens: «E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória; e todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas; e porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda. Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; [...] Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos; [...] E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna.» (Mateus 25:31-34, 41, 46).

 

Portanto, o espiritismo é uma revelação do pai da mentira e não de Deus.

 

Maria Helena Costa

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23
Nov16

Ciência nova? Chave?

Maria Helena

«5. O Espiritismo é a ciência nova que vem revelar aos homens, por meio de provas irrecusáveis, a existência e a natureza do mundo espiritual e as suas relações com o mundo corpóreo. Ele no-lo mostra, não mais como coisa sobrenatural, porém, ao contrário, como uma das forças vivas e sem cessar atuantes da Natureza, como a fonte de uma imensidade de fenômenos até hoje incompreendidos e, por isso, relegados para o domínio do fantástico e do maravilhoso. É a essas relações que o Cristo alude em muitas circunstâncias e daí vem que muito do que Ele disse permaneceu ininteligível ou falsamente interpretado. O Espiritismo é a chave com o auxílio da qual tudo se explica de modo fácil.»

 

O espiritismo nunca foi, não é e nunca será Ciência! É uma seita/religião criada por Allan Kardec.

Jesus Cristo nunca deixou nada espúrio e sem interpretação. Tudo o que Ele queria revelar está na Escritura _ nos evangelhos, nas epístolas e no Apocalipse. Tudo o que passar disso, é outro evangelho.

 

Actualmente, o espiritismo é uma das religiões que mais cresce no Brasil. Segundo as sondagens [IBGE] cerca de 2% da população diz-se espírita e a maior fatia concentra-se nas regiões Sul e Sudeste. Apesar de se notar um crescimento, se compararmos a percentagem de espíritas com a de católicos e protestantes, ela ainda é muito baixa. Também segundo as últimas sondagens, o espiritismo parece ter o maior percentual de adeptos alfabetizados o que também não deve impressionar-nos pois, ao pretender afirmar-se como ciência e não como uma religião apenas, muitos PHD's enveredem por ela e acham-se mais evoluídos do que os demais. Incapacitados de raciocinar fora da doutrina kardecista pelos espíritos [demónios] que os possuem nas sessões, o adeptos do espiritismo alegam que a mediunidade e a comunicação com os mortos são pressupostos científicos e não conseguem perceber a impossibilidade de tal afirmação.

 

Mas, qual seria o conceito de ciência que se poderia adequar a essa visão?

 

Deixo-vos o texto escrito por Bertone Sousa:

"O “x” da questão está nas características que [o espiritismo] assumiu desde sua fundação.  

Desde Galileu e Descartes, a modernidade fundou o pensamento científico como método por excelência de investigação da natureza. Até ao século 19 a maior parte dos cientistas não via oposição entre essa investigação e a crença em entidades sobrenaturais que regiam o mundo. O espiritismo moderno fundado por Allan Kardec (cujo nome verdadeiro era Hippolyte Léon Denizard Rivail) nasceu no contexto em que a sociedade europeia vivia a euforia do cientificismo. Enquanto os positivistas anunciavam a criação de uma “religião da humanidade” pautada nos ideais da racionalidade científica, os dogmas da Igreja Católica perdiam terreno para o anticlericalismo dos intelectuais e movimentos revolucionários e de sociedades secretas como a maçonaria e a teosofia.

 

Respondendo aos desafios do seu tempo, Allan Kardec (que adoptou esse nome por acreditar ser a reencarnação de um antigo sacerdote druida) não apenas funda uma religião como também produz toda uma concepção teórica em que pretendia expor a sua doutrina com base no método experimental, sugerindo que a conversação com espíritos é não apenas algo natural, mas também objectivo, racional, passível de observação, de evidências empíricas, agregando todos os elementos de uma doutrina científica. A crença na comunicação com os mortos e na vida após a morte não é algo recente na história humana e os registos mais antigos dão conta de que existem há pelo menos 30 mil anos. Através de Platão, a filosofia antiga também criara uma concepção de mundo e de homem baseada na dicotomia espírito e matéria. No diálogo Fédon, Platão analisa o corpo como prisão da alma, sendo esta anterior à existência corpórea e sobrevivendo a ela.

O que Kardec fez no século 19 foi adaptar essa dicotomia e a doutrina da reencarnação ao modelo cientificista da sua época. Seguindo a tradição hindu, Kardec acreditava que a reencarnação proporcionaria ao espírito passar de uma condição inferior à mais elevada, sendo cada ciclo uma nova oportunidade de aperfeiçoamento e aprendizagem. Incorporando princípios da biologia evolucionista e depois do darwinismo ele postulava que o espírito jamais reencarnaria no corpo de um animal, jamais voltaria a um estágio inferior, sendo a sua marcha sempre progressiva, afirmou em “O livro dos espíritos”. Mas ao mesmo tempo em que tenta incorporar as doutrinas científicas do seu tempo para dar legitimidade à sua obra, Kardec também coloca os problemas sociais como sofrimento, guerras, injustiças sociais e pobreza como causas unicamente espirituais. Dessa forma, o espiritismo legitima os desajustes sociais, naturaliza-os e retira dos agentes históricos as responsabilidades por sua existência.

 

Devido ao fascínio que as elites brasileiras tinham pela França, não tardou para que o espiritismo adentrasse aqui. A transposição do kardecismo para o Brasil o fez sofrer algumas modificações e a principal delas talvez tenha sido a predominância do aspecto religioso sobre o filosófico. O espiritismo nasceu do descontentamento com a religião hierarquizada, com a hegemonia do clero. Mantendo-se distante de querelas teológicas, valorizava a liberdade individual e cultivava a tolerância a outros credos, além de não sujeitar os seus adeptos a rígidas normas de conduta, posturas que mantém até hoje. Não é por acaso muitos intelectuais se filiam a essa crença. No entanto, as reinterpretações da doutrina não impedem que os espíritas brasileiros continuem a considerá-la “científica”, incorporando, inclusive, tendências contemporâneas como a mecânica quântica. Essa obsessão cientificista está tão fortemente enraizada na doutrina espírita que dificilmente os seus adeptos podem perceber os equívocos nela presentes.

 

Mesmo a mediunidade não pode ser considerada um fenómeno científico como pretendem. Waldo Vieira, amigo e parceiro de Chico Xavier, já denunciou os casos de fraude que envolviam suas actividades de psicografias. Num vídeo disponível no Youtube ele conta que as pessoas mandam cartas com informações e detalhes para o médium colocar nas mensagens psicografadas e conclui que tudo é “jogo de carta marcada”. No vídeo ele diz:

 

«Você sabe que essas mensagens psicografadas da pessoa que morreu assim, eles mandam uma carta com os detalhes pra pessoa colocar na mensagem psicografada. Tem médium que tá recebendo essas mensagens até hoje. Eu nunca recebi uma mensagem assim. Agora o pior disso é aquilo que eu falo pra vocês, a natureza humana não falha. Quando eu deixei o movimento espírita, mandaram umas cartas dessas pra mim pra eu receber a mensagem pra pessoa. Eu queimei as cartas, só pra não envolver ninguém. Então eles mandavam: o apelido dele é esse, a tia que ele gosta é essa, a madrinha dele é a fulana, ela mora assim e assim; o avô que ele gostava muito morreu no ano tal. Agora, eles mandavam essas cartas com tudo já mastigado pra você colocar. Tudo é carta marcada, jogo de carta marcada. […] Todo mundo que vai estudar isso acaba vendo porque vai encontrar isso aí. […] Tem médium até hoje que ainda tá recebendo essas coisas e fazendo aí um auê, né. Isso dá ibope, sabe, o processo é o seguinte: faz média com muita gente, etc. Então, a mãe faz média, o médium faz média, o centro espírita faz média, é um monte de coisas.»

 

Essa fala de Waldo pode revelar apenas a ponta do iceberg que é o universo de fraudes espíritas. Ele faz questão de enfatizar que não participava disso, ou como se diz no jargão popular, tira o dele da reta, mas deixa escapar que recebia as cartas e as lia porque detalha seu conteúdo. Outro aspecto importante dessa fala é que ela explicita que a predisposição das pessoas para acreditarem no médium as leva a participar de uma espécie de pacto fraudulento fornecendo detalhes da vida do ente querido falecido. A fragilidade emocional certamente as deixa vulneráveis à sugestão e ao embuste e nesse sentido é muito sintomática sua frase de que “a natureza humana não falha”.

 

Ele também diz no início do vídeo que isso não abarca todos os casos de psicografia, mas apenas uma parte. A frase “tudo é jogo de carta marcada” não é surpresa pra quem tem uma postura cética em relação à prática da mediunidade, mas o fiel espírita, cético para com outras religiões mas não em relação à sua própria, reluta para não aceitar isso como uma prática corriqueira ou recusa-se a questionar as bases da sua crença. A ausência de um controle metódico do que se faz no ambiente espírita ou nos casos de psicografia e o próprio empenho dos fiéis para escamotear essas questões torna difícil para qualquer pessoa honesta compreender o que de facto ocorre abaixo da superfície.

 

No livro “O mundo assombrado pelos demónios”, Carl Sagan fez a seguinte observação:

Como é, pergunto a mim mesmo, que os canalizadores nunca nos dão informações verificáveis que nos são inacessíveis por outros meios? Por que Alexandre, o Grande, nunca nos informa sobre a localização exacta do seu túmulo, Fermat sobre o seu último teoremaa, James Wilkes Booth sobre a conspiração do assassinato de Lincoln, Herman Goering sobre o incêndio do Reichstag? Por que Sófocles, Demócrito e Aristarco não ditam as suas obras perdidas? Não querem que as gerações futuras conheçam as suas obras-primas?

 

Recentemente, pesquisadores da USP divulgaram um estudo realizado em conjunto com outros cientistas de uma universidade na Filadélfia em que investigavam o que acontece com um médium quando entra em estado de transe. Descobriram que nos momentos em que realizam psicografia, por exemplo, o hipocampo esquerdo e o lóbulo frontal (responsável pelo raciocínio, planejamento e linguagem) apresentavam baixa atividade. Isso era perceptível nos mais velhos, que exercem a atividade há mais tempo; nos mais jovens essas áreas do cérebro continuavam a manter atividades normais, o que segundo os pesquisadores, indica que essas pessoas faziam maior esforço para realizá-la.

 

Mesmo as EQM’s (ou experiências de quase morte), narradas por pessoas que afirmam a sensação de terem saído do corpo após um estado de coma ou inconsciência, não são actividades paranormais consideradas definitivas para a ciência. Para alguns cientistas, essas experiências são resultado da liberação de endorfinas pelo cérebro como uma preparação para a morte. A vontade de acreditar deixa as pessoas vulneráveis à sugestão, o que é compreensível, pois afinal, para muitos seria insuportável a vida sem a noção de continuidade. Como numa brincadeira de faz de conta usamos as crenças religiosas para tentar enganar a morte, mesmo que pra isso as pessoas façam vista grossa ou ignorem o charlatanismo e a duplicidade dos que fazem canalizações, comunicações com os mortos, o que for. De qualquer forma, a ciência nada tem a ver com essas crenças.

 

É facto que a ciência não tem todas as respostas paras as questões existenciais, mas tentar transformar dogmas religiosos em doutrinas científicas é uma atitude espúria e desnecessária e os espíritas não são os únicos religiosos a fazerem isso. Ideias como reencarnação ou imortalidade da alma estão além de nossa capacidade de verificação empírica e são exclusivamente objecto de fé pessoal, assim como as noções de Deus, ressurreição, vida extraterrestre, etc.

 

Isso não quer dizer que a ciência seja refratária à religião, pois nasceu dela e dialoga com ela. Mas não é igual a ela: a ciência investiga, experimenta, testa, mede, contesta, postula – essa é a postura científica e o espiritismo está fundamentado antes em dogmas incontestáveis do que nessa postura. Por exemplo: acredita-se que seus textos fundacionais (obras de Allan Kardec) sejam revelados e está pautada em crença na salvação (daí a valorização da caridade), numa divindade, em hierofanias (manifestações do sagrado), além de prescrições e interdições éticas e morais.Ora, sabemos que a ciência não trabalha com verdades reveladas nem com perspectivas salvacionistas ou pressupostos espirituais de natureza religiosa. A ciência moderna reconhece apenas a existência de matéria e energia no universo e não corrobora qualquer afirmação de continuidade da vida após a morte ou existência de seres imateriais.

 

Pode-se mesmo falar em “fé científica”, mas o que designamos por isso é bem diferente de uma fé religiosa. Como dizia Carl Sagan, afirmações extraordinárias requerem evidências extraordinárias. A pretensão dos espíritas de tratar a sua religião como ciência não faz sentido para um credo que possui dogmas, livros revelados e se apresenta a partir de um arcabouço de crenças religiosas, pois nada disso diz respeito ao conhecimento científico. A ciência pode nos precaver de charlatanismos, da sugestão e da desonestidade de líderes e tendências religiosas, mas uma vez que também não pode nos prover de um sentido último para a existência, pelo menos no sentido de uma continuidade da vida após a morte, as religiões podem preencher essa lacuna para aqueles que se contentam com suas explicações e significados; contudo, sua iniciativa de usurpar um lugar junto à ciência é espúria. Religião e ciência não falam sobre as mesmas coisas, não usam a mesma linguagem para explicar o mundo e não são complementares.

 

Texto editado em 02/11/2015

https://bertonesousa.wordpress.com/2013/03/09/espiritismo-religiao-sim-ciencia-nao

 

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22
Nov16

O papel de Jesus

Maria Helena

«4. O papel de Jesus não foi o de um simples legislador moralista, tendo por exclusiva autoridade a sua palavra. Cabia-lhe dar cumprimento às profecias que lhe anunciaram o advento; a autoridade lhe vinha da natureza excepcional do seu Espírito e da sua missão divina. Ele viera ensinar aos homens que a verdadeira vida não é a que transcorre na Terra, e sim a que é vivida no Reino dos Céus; viera ensinar-lhes o caminho que a esse reino conduz, os meios de eles se reconciliarem com Deus e de pressentirem esses meios na marcha das coisas por vir, para a realização dos destinos humanos. Entretanto, não disse tudo, limitando-se, respeito a muitos pontos, a lançar o gérmen de verdades que, segundo Ele próprio o declarou, ainda não podiam ser compreendidas. Falou de tudo, mas em termos mais ou menos implícitos.Para
ser apreendido o sentido oculto de algumas palavras suas, mister se fazia que novas ideias e novos conhecimentos lhes trouxessem a chave indispensável, ideias que, porém, não podiam surgir antes que o espírito humano houvesse alcançado um certo grau de madureza. A Ciência tinha de contribuir poderosamente para a eclosão e o desenvolvimento de tais ideias. Importava, pois, dar à Ciência tempo para progredir.»

 

A única verdade deste ensino de Kardec é que «O papel de Jesus não foi o de um simples legislador moralista,», mas a segunda parte da sentença é falsa. Cristo teve como única e exclusiva autoridade a Sua Palavra. Ele veio cumprir as profecias que O anunciavam e que afirmavam que Ele viria morrer pelos pecados do povo:

«Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos. Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca. Da opressão e do juízo foi tirado; e quem contará o tempo da sua vida? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; pela transgressão do meu povo ele foi atingido. E puseram a sua sepultura com os ímpios, e com o rico na sua morte; ainda que nunca cometeu injustiça, nem houve engano na sua boca.Todavia, ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando a sua alma se puser por expiação do pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias; e o bom prazer do Senhor prosperará na sua mão. Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo, o justo, justificará a muitos; porque as iniquidades deles levará sobre si. Por isso lhe darei a parte de muitos, e com os poderosos repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma na morte, e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e intercedeu pelos transgressores.» Isaías 53:4-12).

Jesus, como Ele mesmo afirmou, veio morrer no nosso lugar: «Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos.» (João 15:13), «Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; ...» (1 Pedro 3:18). 

A natureza de Jesus é divina porque Ele é Deus. João Baptista sabia quem Ele era porque Deus lho revelou: «No princípio era o Verbo [Jesus Cristo], e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.» (João 1:1-3). Ele mesmo disse: «Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai?» (João 14:9) João, a quem Deus revelou o que estaria por vir diz-nos que Jesus é o Todo-Poderoso: «E da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogénito dentre os mortos e o príncipe dos reis da terra. Àquele que nos amou, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados, e nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai; a ele glória e poder para todo o sempre. Amém. Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até os mesmos que o trespassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém. Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso.» (Apocalipse 1:5-8).

Ele veio cumprir a Lei em nosso lugar, visto sermos incapazes de a cumprir,  e ensinar-nos como viver nesta terra de forma a herdar o céu. Ele, é o reino de Deus que veio aos homens. Ele, e só Ele é o caminho: «Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.» (João 14:6).  Só por meio d'Ele _ da fé n'Ele e na sua obra redentora na cruz, somos reconciliados com Deus: «Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida.» (Romanos 5:10).

 

O destino eterno do homem define-se aqui, nesta terra.  Jesus disse TUDO o que precisamos de saber para sermos salvos. Ele só não disse aos seus discípulos o que lhes aconteceria depois que ressuscitasse e subisse ao céu. Eles ainda não estavam preparados para saber que morreriam por Ele e pelo evangelho após a Sua ressurreição. O que é que Ele estava a dizer aos discípulos quando lhes disse: «Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei. E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo. Do pecado, porque não crêem em mim; da justiça, porque vou para meu Pai, e não me vereis mais; e do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado. Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora. Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar.» (João 16:7-14)?

 

... se eu não for, o Consolador não virá. Novamente é feita a promessa do envio do Espírito Santo para consolar os discípulos. Antes _ João 7:39; 14:16-17,26 _ Jesus já havia prometido enviar o Consolador. Nos versículos 26-27, de João 15, Ele enfatizou a ajuda do Espírito Santo para testemunhar - na proclamação do evangelho. Em João 16:1-15, Jesus especificou com mais detalhes como o Espírito confronta o mundo, ou seja, Ele não apenas testifica de Jesus, mas convence as pessoas do pecado. Mediante o convencimento do pecado e do testemunho do evangelho, o Consolador muda corações hostis e rebeldes contra Deus em corações que crêem em Jesus como Salvador e Senhor.  Essa secção pode ser dividida em quatro partes:

1) o assassinato dos discípulos pelo mundo (vs. 1-4);

2) o consolo que os discípulos obterão do Senhor (vs. 5-7);

3) o convencimento das pessoas pelo Espírito Santo (vs. 8-12); e

4) a orientação do crente em toda a verdade das Escrituras pelo Espírito Santo (vs. 13-15).

16:8 Quando ele vier. No momento em que Jesus disse estas palavras faltavam pouco mais de 40 dias para a vinda do Espírito Santo no dia de Pentecostes (Atos 2:1-13). convencerá. Essa palavra possui dois significados:

1) o acto judicial de condenar para que uma sentença seja pronunciada (ou seja, termo de corte judicial _ condenação do pecado) ou

2) o acto de convencer.

Aqui, a segunda ideia é a melhor, pois, o propósito do Espírito Santo não é condenar, mas convencer da necessidade do Salvador. O Filho [Jesus Cristo] realiza o julgamento junto com o Pai «E também o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o juízo; [...] E deu-lhe o poder de exercer o juízo, porque é o Filho do homem. [...] Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma. Como ouço, assim julgo; e o meu juízo é justo, porque não busco a minha vontade, mas a vontade do Pai que me enviou.» (João 5:22,27,30). No v. 14, é dito que o Espírito Santo revelará a glória de Cristo ao seu povo. Ele também inspirará a redacção do Novo Testamento, guiará os apóstolos para o escreverem (v. 13) e revelar-lhes-á as coisas que hão-de  vir.

16:9 pecado. O singular indica que se tem em mente um pecado específico, ou seja, não crer em Jesus como o Messias e o Filho de Deus. Em última análise, esse é o único pecado que condena pessoas ao inferno: «Por isso vos disse que morrereis em vossos pecados, porque se não crerdes que EU SOU, morrereis em vossos pecados.» (João 8:24). _ Aqui [João 8:24], Jesus refere-se a si mesmo  como o Deus (Javé _ o SENHOR) do AT, e atribuiu-se directamente plena divindade; provocando a pergunta dos judeus do v. 15. _ Embora todos os seres humanos sejam depravados, amaldiçoados por violarem a lei de Deus e pecadores por natureza, o que finalmente os condena ao inferno é não quererem crer no Senhor Jesus Cristo como Salvador (cf. 8:24). 

16:10 justiça. O Espírito Santo desmantelará as pretensões da justiça própria (hipocrisia), expondo as trevas do coração. Enquanto Jesus se encontrava na terra, Ele realizou essa tarefa, especialmente em relação à superficialidade e nulidade do judaísmo que havia degenerado em legalismo, sem proporcionar vida. Com a ida de Jesus para o Pai, o Espírito Santo continua a exercer o seu papel de convencer.

 

16:11 juízo. Nesse contexto, o juízo é que o mundo se encontra sob o controle de Satanás. o Juízo do ser humano é cego, falho e mau, como fica evidenciado no seu veredicto sobre Cristo. O mundo não pode fazer juízos justos (nem naquele tempo, nem hoje), mas o Espírito de Cristo faz «E, se na verdade julgo, o meu juízo é verdadeiro, porque não sou eu só, mas eu e o Pai que me enviou.» (João 8:16). Todos os julgamentos de Satanás são mentirosos (João 8:44-47); o Espírito convence os homens do seu falso julgamento de Cristo. Satanás, o dominador deste mundo, perverteu o juízo do mundo e desviou pessoas da fé em Jesus, o Messias e Filho de Deus «Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus.» (2 Coríntios 4:4). A morte de Cristo parecia representar a Sua derrota na cruz e a vitória de Satanás, mas, na verdade, foi a destruição de Satanás «E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo.» (Col 2:15); «E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo; e livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão.» (Heb 2:14-15). O Espírito Santo conduzirá os pecadores ao verdadeiro juízo. 

16:13 toda a verdade. Esse versículo, tal como 14:26, aponta para a revelação sobrenatural de toda a verdade mediante a qual Deus Se revelou, particularmente em Cristo (vs. 14-15). Esse é o tema de todos os escritos inspirados do Novo Testamento.

16:14 Ele me glorificará. É o mesmo do v. 13, no sentido que toda a verdade do NT revelada por Deus centra-se em Cristo «Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo.» (Hb 1:1-2). Cristo é o tema do Antigo Testamento, segundo testemunha o Novo. 


Nenhum ensino de Jesus ou dos apóstolos aponta para uma nova revelação fora da Escritura, muito menos para uma nova religião ou crença. Em relação ao conhecimento de Deus, o homem de hoje é tão ignorante como o daqueles dias.  Nenhum homem, em nenhuma época, chegou, chega ou chegará ao conhecimento de Deus sem que Ele Se revele. Kardec inventa uma falácia quando afirma: «mister se fazia que novas ideias e novos conhecimentos lhes trouxessem a chave indispensável, ideias que, porém, não podiam surgir antes que o espírito humano houvesse alcançado um certo grau de madureza.» 

TUDO o que o ser humano precisa saber para ser salvo e habitar eternamente com o Senhor está na Palavra de Deus, e é conhecido dos cristãos desde sempre. Nunca foi a doutrina cristã a ensinar que havia novas revelações que só uns quantos sábios entenderiam, foi o gnosticismo, uma heresia que remonta ao primeiro século embora só fosse oficialmente reconhecida mais tarde. 

Todo o ensino de Jesus nestes textos e em toda a Escritura, da qual Ele é o Autor, é totalmente oposto ao espiritismo e à doutrina que Kardec codificou. 

É o que continuaremos a ver conforme formos desmistificando as mentiras de Kardec. 

 

Fonte: Bíblia de Estudo MacArthur

Maria Helena Costa

 

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13
Nov16

O céu e a Terra não passarão sem que tudo esteja cumprido!

Maria Helena

N"O evangelho segundo o espiritismo", lemos: 

 

«Por estas palavras: “O céu e a Terra não passarão sem que tudo esteja cumprido até o último iota”, quis dizer Jesus ser necessário que a Lei de Deus tivesse cumprimento integral, isto é, fosse praticada na Terra inteira, em toda a sua pureza, com todas as suas ampliações e consequências. Efetivamente, de que serviria haver sido promulgada aquela lei, se ela devesse constituir privilégio de alguns homens, ou, ao menos, de um único povo? Sendo filhos de Deus todos os homens, todos, sem distinção nenhuma, são objeto da mesma solicitude.»

 

Será que era isto que Jesus pretendia dizer? - Não! De forma alguma porque, como já mostrei, o homem é incapaz de cumprir a lei devido à sua natureza pecaminosa herdada de Adão. Como nos diz a Palavra de Deus: «Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito. Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz. Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser. Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus.» (Romanos 8:5-8).

... inclinam-se para as coisas da carne. O verbo grego traduzido na palavra "inclinam" refere-se a uma disposição básica da mente - a disposição de mente que inclui os sentimentos, os processos mentais e a vontade da pessoa. Paulo está a dizer que a disposição básica do ser humano não regenerado é satisfazer as paixões da carne não redimida.

...os que se inclinam para o Espírito, refere-se a todos aqueles que crêem no evangelho, que foram regenerados pelo poder do Espírito Santo. ...a inclinação da carne é morte. A pessoa com a mente voltada para a carne (para o eu) está espiritualmente morta. ...mas a inclinação do Espírito é vida e paz. Descreve todos os cristãos. A pessoa com a mente voltada para as coisas do Espírito [Deus] está viva espiritualmente e em paz com Deus «Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo;» (Romanos 5:1).

... inimizade contra Deus. O problema do incrédulo vai muito para além dos actos de desobediência, os quais são, apenas,manifestações exteriores de compulsões carnais interiores. As suas inclinações e orientações básicas são voltadas para a sua própria satisfação - por mais moral ou religioso que eles pareçam ser - são directamente hostis a Deus, pois são produzidas pela carne, por razões egoístas, e procedem de um coração em rebeldia.

 

A Escritura diz-nos claramente que o homem é incapaz de, por si mesmo, à parte da acção do Espírito Santo, se voltar para Deus e de Lhe obedecer. Para que o ser humano passe a amar a lei de Deus e tenha desejo de a cumprir, é-lhe necessário, como disse Jesus, nascer de novo - ser regenerado pelo poder de Deus. Mas, então, o que é que Jesus queria dizer com estas palavras: «O céu e a Terra não passarão sem que tudo esteja cumprido até o último iota.»?

 

Exactamente o que disse! 

Kardec pinçou um texto do contexto para ter pretexto e inventar uma doutrina. No capítulo 24 de Mateus, Jesus não está a falar da lei e do seu cumprimento, mas sim sobre o que estava por vir [escatologia]. Há algumas profecias que se cumpriram quando Jerusalém foi arrasada no ano 70 d.C. e outras que se cumprirão no fim dos tempos. Ele não poderia estar a falar de uma lei que os homens iriam cumprir porque Deus diz-nos na Sua Palavra que é impossível ao homem cumprir a lei: «Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pelas obras da lei; porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada.» (Gálatas 2:16). É por isso que Jesus, como Ele mesmo disse, veio cumprir a lei: «Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim abrogar, mas cumprir.» (Mateus 5:17).

Jesus, que é Deus na Pessoa bendita do Filho, está a dizer que TUDO o que a Sua Palavra [de Deus] profetiza se cumprirá e a relembrar aos seus ouvintes algo que Isaías já havia profetizado: «E será que aquele que fugir da voz de temor cairá na cova, e o que subir da cova o laço o prenderá; porque as janelas do alto estão abertas, e os fundamentos da terra tremem. De todo está quebrantada a terra, de todo está rompida a terra, e de todo é movida a terra. De todo cambaleará a terra como o ébrio, e será movida e removida como a choça de noite; e a sua transgressão se agravará sobre ela, e cairá, e nunca mais se levantará.» (Isaías 24:18-20). 

... as represas do alto. Isaías lembrava ao povo que nos dias de Noé, Deus castigou com uma cheia (Génesis 7:11) e que Ele mandará novo castigo do céu, mas não com um dilúvio. Como lemos no NT: «E as estrelas do céu caíram sobre a terra, como quando a figueira lança de si os seus figos verdes, abalada por um vento forte. E o céu retirou-se como um livro que se enrola; e todos os montes e ilhas foram removidos dos seus lugares.» (Apocalipse 6:13-14). Leia também Apocalipse 8:3-13; 16:1-21). ...os fundamentos da terra tremem. Terramotos incomparáveis assolarão a terra e marcarão a futura visitação do Senhor, durante e depois do cumprimento da profecia das 70 semanas de Daniel. 

Pedro, discípulo de Cristo, quando escreveu a sua carta à Igreja, relembrou o que Jesus havia dito e que ele havia entendido perfeitamente: «Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão. Havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas vos convém ser em santo trato, e piedade, aguardando, e apressando-vos para a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão? Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça. Por isso, amados, aguardando estas coisas, procurai que dele sejais achados imaculados e irrepreensíveis em paz. E tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor;» (2 Pedro 3:10-15).

 

Como diz Kardec, «todos, sem distinção nenhuma, são objeto da mesma solicitude.». É verdade!

Mas antes, ao contrário do que ele escreve: «Sendo filhos de Deus todos os homens», nem todos os homens são filhos de Deus, mas sim criaturas de Deus - criação d'Ele. Como nos ensina a Sua Palavra: «Mas, a todos quantos o receberam [a Jesus Cristo], deu-lhes o poder de SEREM FEITOS FILHOS DE DEUS, aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.» (João 1:12-13). Ora, quem é FEITO FILHO; não era filho antes. Jesus ensina claramente que há filhos do Diabo: «Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira.» (João 8:44).  Claro que o Diabo não cria nada, mas ele é o pai espiritual de todos aqueles que rejeitam o evangelho - Boas Novas de salvação para todo aquele que crê.

 

E, como disse acima, concordo com Kardec quando diz:«todos, sem distinção nenhuma, são objeto da mesma solicitude.» porque TODOS são chamados ao arrependimento e à fé em Cristo:

«Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus.» Mateus 4:17

«Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus.» Mateus 3:2

«O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo. Arrependei-vos, e crede no evangelho.» Marcos 1:15

«Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor,» Atos 3:19

«Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam; porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos.» Atos 17:30,31

 

Porque «Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.» João 3:16

 

Porque esperas? Esta é a solicitude de Deus para contigo!

Vem já, vem já...

Alma cansada, vem já,

Manso e suave, Jesus está chamando;

Chama: Ó pecador, vem!

 

Maria Helena Costa

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12
Nov16

Quanto às leis de Moisés, propriamente ditas...

Maria Helena

«O Cristo
3. Jesus não veio destruir a lei, isto é, a Lei de Deus; veio cumpri-la, isto é, desenvolvê-la, dar-lhe o verdadeiro sentido e adaptá-la ao grau de adiantamento dos homens. Por isso é que se nos depara, nessa lei, o princípio dos deveres para com Deus e para com o próximo, base da sua doutrina. Quanto às leis de Moisés, propriamente ditas, Ele, ao contrário, as modificou profundamente, quer na substância, quer na forma. Combatendo constantemente o abuso das práticas exteriores e as falsas interpretações, por mais radical reforma não podia fazê-las passar, do que as reduzindo a esta única prescrição: “Amar a Deus acima de todas as coisas e o próximo como a si mesmo”, e acrescentando: aí estão a lei toda e os profetas.»

 

MENTIRA! Jesus não veio desenvolver a lei dar-lhe outro sentido que ela não tivesse nem adaptá-la ao grau de adiantamento dos homens porque, desde que Deus criou o homem capacitou-o a entender a Sua lei. Jesus disse ao povo: «Moisés não lhes deu a lei? No entanto, nenhum de vocês lhe obedece.» (João 7:19). Ele não disse que eles não a entendiam. Ele disse que eles não lhe obedeciam. 

No sermão do monte, Jesus não muda o sentido da lei, mas explica-a detalhadamente. E, quando lemos o verdadeiro significado da lei que Deus deu a Moisés nas palavras de Jesus, vemos a nossa incapacidade de a cumprir e percebemos claramente que precisamos de um Redentor. Os dez mandamentos, a lei que Kardec afirma vir de Deus, estão divididos em duas categorias gerais: a vertical, ou seja, o relacionamento do ser humano com Deus (vs. 2-11), e a horizontal, ou seja, o relacionamento do ser humano com a comunidade (vs. 12-17), que Jesus resume muito bem: «E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento (Êxodo 2:11). Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este (Êxodo 12:17), é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.» (Mateus 22:37-40). 

Ou seja, a Lei que Deus deu a Moisés não foi reduzida, mas sim resumida. A fasquia aumenta consideravelmente quando percebemos que Deus, ao dizer: «Não matarás», estava a dizer: «Não matarás; mas qualquer que matar será réu de juízo. [...] qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo; e qualquer que disser a seu irmão: Raca, será réu do sinédrio; e qualquer que lhe disser: Louco, será réu do fogo do inferno.» (Mateus 5:21-22).

É por isso que, aos olhos de Deus e perante a sua Santidade, todos somos pecadores culpados porque não conseguimos cumprir a lei. Quem é que nunca se encolerizou contra o seu próximo? Então, é culpado de assassinato!

 

Como já foi dito no post anterior, Jesus veio cumprir TODA a lei - a perfeita obediência aos dez mandamentos e a lei cerimonial que exigia o sacrifício de sangue como pagamento pelo pecado.  Como Isaías havia profetizado: «Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos. Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum. Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos. Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca. Da opressão e do juízo foi tirado; e quem contará o tempo da sua vida? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; pela transgressão do meu povo ele foi atingido. E puseram a sua sepultura com os ímpios, e com o rico na sua morte; ainda que nunca cometeu injustiça, nem houve engano na sua boca. Todavia, ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando a sua alma se puser por expiação do pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias; e o bom prazer do Senhor prosperará na sua mão. Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo, o justo, justificará a muitos; porque as iniquidades deles levará sobre si. Por isso lhe darei a parte de muitos, e com os poderosos repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma na morte, e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e intercedeu pelos transgressores.» (Isaías 53:2-12). 

Esta profecia de Isaías cumpre-se totalmente em Jesus Cristo: «E, chegada a tarde, trouxeram-lhe muitos endemoninhados, e ele com a sua palavra expulsou deles os espíritos, e curou todos os que estavam enfermos; para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías, que diz: Ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e levou as nossas doenças.» (Mateus 8:16-17); «Graça e paz da parte de Deus Pai e do nosso Senhor Jesus Cristo, o qual se deu a si mesmo por nossos pecados, para nos livrar do presente século mau, segundo a vontade de Deus nosso Pai,» (Gálatas 1:3-4); «Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados.» (1 Pedro 2:24). Ainda que os verbos estejam no passado, eles prevêem acontecimentos futuros que teriam o seu cumprimento na vinda do Messias, ou seja, são "perfeitos proféticos". Esses perfeitos proféticos são comuns na Escritura. Isaías disse claramente que o Messias - Jesus Cristo - suportaria as consequências dos pecados dos homens, ou seja, as enfermidades e as dores da vida. Na eternidade, TODAS as doenças serão eliminadas pois isso está incluído nos benefícios da expiação que Cristo fez.

Jesus sofreu não por causa dos seus próprios pecados porque não os tinha «Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado.» (Hebreus 4:15); «Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, e feito mais sublime do que os céus;» (Hebreus 7:26), mas como o substituto dos pecadores. Aqui, a ênfase é colocada sobre Cristo sendo aquele que recebeu a ira de Deus sobre os pecadores em lugar deles «Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.» (2 Coríntios 5:21); «Graça e paz da parte de Deus Pai e do nosso Senhor Jesus Cristo, o qual se deu a si mesmo por nossos pecados, para nos livrar do presente século mau, segundo a vontade de Deus nosso Pai,» (Gálatas 1:3-4); «Então disse: Eis aqui venho, para fazer, ó Deus, a tua vontade. Tira o primeiro, para estabelecer o segundo. Na qual vontade temos sido santificados pela oblação do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez.» (Hebreus 10:9-10). Ele suportou o castigo imposto por Deus para obter a nossa paz [reconciliação] com Deus. As pisaduras e a crucificação que Lhe trouxeram a morte, também trouxeram salvação àqueles por cujos pecados Ele morreu. Como diz Pedro: «Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados.» (1 Pedro 2:24).

Todos nós pecámos «Pois quê? Somos nós mais excelentes? De maneira nenhuma, pois já dantes demonstramos que, tanto judeus como gregos, todos estão debaixo do pecado; como está escrito:Não há um justo, nem um sequer. [...] Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus;» (Romanos 3:9-10, 23), mas o Servo [Jesus Cristo] suportou, de modo satisfatório, a consequência do pecado: a justa ira de Deus que deveria cair sobre os pecadores «Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. O qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo.» (1 Timóteo 2:5-6); «Porque para isto trabalhamos e somos injuriados, pois esperamos no Deus vivo, que é o Salvador de todos os homens, principalmente dos fiéis.» (1 Timóteo 4:10); «E ele [Jesus Cristo] é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo.» (1 João 2:2). 

Deus fez cair as nossa iniquidades sobre o Servo [Jesus Cristo], tratando-O como se Ele mesmo tivesse cometido todos os pecados praticados por todas as pessoas que viriam a crer, embora Ele fosse absolutamente inocente de qualquer pecado. Deus fez assim com Ele, de maneira que, o preço tendo sido pago e a justiça satisfeita, Ele então poderia imputar aos pecadores que crêem a justiça de Cristo. Em ambos os casos, isso é substituição. O Servo assumiu o papel do cordeiro do sacrifício «Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Aos dez deste mês tome cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada família. Mas se a família for pequena para um cordeiro, então tome um só com seu vizinho perto de sua casa, conforme o número das almas; cada um conforme ao seu comer, fareis a conta conforme ao cordeiro. O cordeiro, ou cabrito, será sem mácula, um macho de um ano, o qual tomareis das ovelhas ou das cabras. E o guardareis até ao décimo quarto dia deste mês, e todo o ajuntamento da congregação de Israel o sacrificará à tarde.» (Êxodo 12:3-6). Jesus cumpriu literalmente esse papel figurativo «No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.» (João 1:29); «Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado,» (1 Pedro 1:18-19); «E olhei, e eis que estava no meio do trono e dos quatro animais viventes e entre os anciãos um Cordeiro, como havendo sido morto, e tinha sete pontas e sete olhos, que são os sete espíritos de Deus enviados a toda a terra.» (Apocalipse 5:6). 


Jesus Cristo ofereceu a Sua vida para ser o objecto substitutivo para a ira de Deus em lugar de todos aqueles que creram, crêem e crerão n'Ele. Os que depositam a sua fé em Cristo, receberão a salvação e a justificação de Deus que lhes será imputada. 

 

Portanto, Kardec não explica o evangelho de Jesus Cristo, ele tenta desconstruí-lo. Os judeus que obedeciam a Deus e que O serviam fielmente, e os cristãos, nunca creram nem crêem na reencarnação, mas sim na salvação. Deus não condena ninguém a reencarnar para pagar pecados passados, Ele enviou o Seu Filho ao mundo para morrer em nosso lugar e para pagar o preço pela nossa salvação. Cristianismo é salvação. Espiritismo, condenação.

 

Maria Helena Costa

 

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NO próximo post: O céu e a Terra não passarão sem que tudo esteja cumprido 

 

 

 

10
Nov16

Na primeira e na segunda gerações ... o Espírito culpado ainda não reencarnou...

Maria Helena

Na página 42 do "Evangelho segundo o espiritismo", em nota de rodapé podemos ler:

«Esses textos truncados que aparecem na tradução da Igreja Anglicana, na Católica de Figueiredo, na Protestante de Almeida e outras, tornam monstruosa a Justiça divina, pois que filhos, netos, bisnetos, tetranetos inocentes teriam de ser castigados pelo pecado dos pais, avós, bisavós, tetravós. Foi uma infeliz tentativa de acomodação da Lei à vida única.
O texto certo que, por mercê de Deus, já está reproduzido pelas edições recentíssimas a que nos referimos — traduções Brasileira e de Zamenhof —, que conferem com São Jerônimo, mostra que a Lei ensina veladamente a reencarnação e as expiações e provas. Na primeira e na segunda gerações, como contemporâneos de seus filhos e netos, o Espírito culpado ainda não reencarnou, mas um pouco mais tarde — na terceira e quarta gerações — já ele voltou e recebe as consequências de suas faltas. Assim, o culpado mesmo, e não outrem, paga sua dívida. Logo, tem-se de excluir a 1a e 2a gerações e expressar “na” 3a e 4a, como realmente é o original. Achamos conveniente acrescentar aqui esta nota, para facilitar a compreensão do estudioso que confronte a sua tradução da Bíblia com a citação do Mestre.»

 

Pois é! O espírita que escreveu as notas de rodapé, além de demonstrar a sua profunda ignorância do significado do texto bíblico, deu tiros nos próprios pés ao afirmar que algo que hoje é relatado como "prova da reencarnação" seria impossível. Mas vamos por pontos:

 

1 - Kardec foi muito claro ao afirmar que os Dez Mandamentos são claramente ordenados por Deus, logo, cada palavra dos versículos citados é verdadeira e, a ser assim, a nota de rodapé é uma falsidade.

Em momento algum Deus afirma que os filhos pagam pelos pecados dos pais e isso seria fácil de ver se o espírita que escreveu a barbaridade que lemos conhecesse melhor a Escritura. A primeira pergunta é:

Será que Deus está a afirmar que os filhos pagarão peos pecados dos pais?

Não! Moisés deixou claro que os filhos não são punidos pelos pecados dos pais: «Os pais não morrerão pelos filhos, nem os filhos pelos pais; cada um morrerá pelo seu pecado.» (Deuteronómio 24:16), e Ezequiel, que conhecia a Escritura, sabia disso: «Mas dizeis: Por que não levará o filho a iniquidade do pai? Porque o filho procedeu com rectidão e justiça, e guardou todos os meus estatutos, e os praticou, por isso certamente viverá. A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniquidade do pai, nem o pai levará a iniquidade do filho.» (Ez. 18:19), mas os filhos sentem o impacto das violações da lei de Deus pela geração dos seus pais como consequência natural da sua desobediência e do seu ódio a Deus. Filhos criados nesse ambiente incorporam e, depois, praticam idolatria semelhante, expressando assim eles mesmos desobediência odiosa. A diferença na consequência serve de advertência e de motivação. O efeito da geração desobediente é plantar tão profundamente a maldade que se fazem necessárias várias gerações para a reverter. [1] 

Portanto, como podemos constactar, em momento algum a Bíblia ensina o que o "espírita iluminado" entendeu, nem "veladamente" nem de maneira alguma. A justiça divina nunca se apresentou como monstruosa e só quem, maldosamente, retira textos do contexto e isola partes da Palavra do seu todo é que pode escrever tamanhas barbaridades. Ninguém tentou acomodar o texto à verdade de que só há uma vida terrena e que é nessa vida que fica decidido onde será passada a eternidade - céu ou inferno «E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo,» (Hebreus 9:27). O que o espiritismo considera como texto certo para basear a reencarnação não procede à luz do hebraico e das demais traduções da Escritura, e o "na", como já foi provado no post anterior e está a ser aqui provado novamente, só mesmo numa mente distorcida poderia apontar para a teoria espírita.

 

2 - Seria uma vergonha se o "entendido" que escreveu a nota de rodapé não tivésse percebido que se "em a; contracção da proposição em, com o artigo a" = na" fosse mesmo a palavra correcta, duas gerações passariam em claro e estariam isentas da reencarnação, então, para mascarar esse facto, o espírita alega: «Na primeira e na segunda gerações, como contemporâneos de seus filhos e netos, o Espírito culpado ainda não reencarnou, mas um pouco mais tarde — na terceira e quarta gerações — já ele voltou e recebe as consequências de suas faltas.»

E PUM! Mais um tiro no porta-aviões!

Na tentativa de provar que a reencarnação é um facto inegável, os espíritas esquecem-se das notas de rodapé d"o evangelho segundo o espiritismo" e publicitam testemunhos como os que se seguem:

 

«Em 1990, o canadense Bruce Whittier começou a ter sonhos recorrentes de ser um homem judeu se escondendo em uma casa com sua família. Segundo as suas lembranças, seu nome era Stefan Horowitz, um judeu holandês que foi descoberto em seu esconderijo junto com sua família e levado para Auschwitz (1939 a 1945), onde morreu.»

 

«Gus Taylor tinha um ano e meio de idade, quando começou a dizer que ele era seu próprio avô, Augie. É fato que as crianças pequenas podem se confundir com a sua própria identidade e as de seus familiares, mas esse caso era diferente. Seu avô tinha morrido um ano antes de Gus nascer. Porém, a família guardava u segredo nunca dito na frente ou perto de Gus: a irmã de seu avô tinha sido assassinada e jogada na baía de San Francisco. Esse segredo, porém, foi citado por Gus, quando ele tinha quatro anos de idade e começou a falar sobre a sua irmã morta. A família ficou em choque. Ainda de acordo com as supostas lembranças de Gus, Deus lhe deu um bilhete logo depois que ele morreu e, com esse bilhete, ele foi capaz de viajar por um túnel e depois voltou à vida com a nova identidade, como seu próprio neto.»

 

«O garoto libanês de cinco anos, Imad Elawar, começou a falar sobre sua vida em uma aldeia vizinha, citando os nomes "Jamile" e "Mahmoud" desde que tinha dois anos de idade. Ele dizia que essas pessoas tinham sido seus vizinhos. Com esses fatos rolando na família, a criança e seus pais foram investigados por um especialista. Imad fez 55 revelações diferentes sobre a sua vida passada e a família visitou a aldeia que o menino citava, juntamente com o especialista. Eles encontraram a casa que Imad afirmava ter vivido e ainda identificaram 51 fatos e experiências mencionadas por ele, que foram confirmadas como exatas. Com fotos, Imad reconheceu um tio distante, Mahmoud, e sua amante da vida passada, Jamile.»

 

Vemos aqui que, na tentativa de provar a reencarnação ao usar testemunhos de crianças de tenra idade, os espíritas acabam por entrar em contradição com as suas próprias doutrinas e, ao contrário do que afirmou o autor das notas de rodapé do E.S.E., parece que as palavras certas na Bíblia eram mesmo "até à" porque a explicação espírita de que não haveria reencarnação nas duas gerações seguintes cai por terra pelos seus próprios testemunhos.  E, convém não esquecer que, no tempo em que o Antigo Testamento foi escrito, os homens viviam mais de 100 anos. 

O leitor deve estar a perguntar-se como é que crianças tão novas poderiam inventar essas histórias... Podem não ter inventado. Podem ser apenas vítimas de Satanás ou ter ouvido as histórias desde muito cedo e recontá-las como se tivessem sido vividas por elas.

 

O "expert" espírita termina a nota de rodapé com estas palavras: «Assim, o culpado mesmo, e não outrem, paga sua dívida.»

Verdade! Em toda a Escritura podemos ver que o culpado paga sempre pelos seus pecados: «O Senhor é longânimo, e grande em misericórdia, que perdoa a iniquidade e a transgressão, que o culpado não tem por inocente,» (Números 14:18a);  «Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará.» (Gálatas 6:7). Tudo o que o homem fizer nesta vida pagará aqui e, caso não se arrependa dos seus pecados e não entregue a sua vida a Jesus Cristo, Deus que se fez homem e veio pagar o preço pelos pecados de todo aquele que n'Ele crer, as consequências durarão por toda a eternidade «E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida.» (1 João 5:11-12) 

 

Próximo post: Pág. 43 d"O evangelho segundo o espiritismo" - Qual foi a lei que Jesus veio cumprir?

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[1] Bíblia de estudo MacArthur, pág. 118.

08
Nov16

Reencarnação? Olha que não...

Maria Helena

Na Página 41 do livro "O evangelho segundo o espiritismo", de Allan Kardec, lemos em nota de rodapé:

«N.E. de 1947: Allan Kardec cita a parte mais importante do primeiro mandamento, e deixa de transcrever as seguintes frases: “...porque eu, o Senhor vosso Deus, sou Deus zeloso, que puno a iniquidade dos pais nos filhos, na terceira e na quarta gerações daqueles que me aborrecem, e uso de misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos.” (Êxodo, 20:5 e 6.) Nas traduções feitas pelas Igrejas católica e protestante, essa parte do mandamento foi truncada para harmonizá-la com a doutrina da encarnação única da alma. Onde está “na terceira e na quarta gerações”, conforme a tradução Brasileira da Bíblia, a Vulgata Latina (in tertiam et quartam generationem), a tradução de Zamenhof (en la tria kaj kvara generacioj), mudaram o texto para “até a terceira e quarta gerações”.»

 

Depois de ler e reler esta explicação, só me ocorre uma coisa: «- O Sr. Kardec pensa que somos mentecaptos?» 

Será que a palavra "na" tem o significado que os espíritas lhe tentam atribuir? Será que esta suposta alteração no texto bíblico - a palavrinha "na"  - na Vulgata Latina e na tradução do Sr. Zamenhof, apontava para a reencarnação? Claro que não! Bem pelo contrário! Se o "na" estivesse realmente no texto, haveria duas gerações que nunca reencarnariam... Aliás, o sentido do texto perder-se-ia totalmente.

Só um preciosismo: a palavra "truncada" significa "cortar uma parte", mas o que é alegado na nota de rodapé é que  "até à" substituiu a palavra "na". Esta conclusão do escritor espírita até poderia ser verdade se a palavra em hebraico não fosse traduzida por "até" e os manuscritos do "Textus Receptus", os mais confiáveis, não traduzissem todos "até à". A versão King James, em inglês verte o texto assim:

 

«Thou shalt not bow down thyself to them, nor serve them: for I the LORD thy God {am} a jealous God, visiting the iniquity of the fathers upon the children unto the third and fourth {generation} of them that hate me; and shewing mercy unto thousands of them that love me, and keep my commandments.» Êxodo 20:5,6

 

«Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos, até à terceira e quarta geração daqueles que me odeiam. E faço misericórdia a milhares dos que me amam e aos que guardam os meus mandamentos.» Êxodo 20:5,6

 

De qualquer forma, imaginando que o texto original contivesse " em a; contracção da proposição em, com o artigo a" jamais apontaria para a reencarnação porque toda a EScritura aponta para a salvação e haveria duas gerações pelo meio que não seriam consideradas. Além disso, o Sr. Kardec esquece-se que nunca foram as igrejas católica ou protestante a traduzir a Bíblia, mas sim os teólogos que a traduziram das línguas originais e não da Vulgata Latina - essa sim, uma tradução católica romana. 

 

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No próximo post, analisaremos a nota de rodapé da página 42 e mais um terrível equívoco de Kardec!

 

 

 

07
Nov16

Não vim destruir a Lei

Maria Helena

Na página 41 e 42 do "Evangelho segundo o espiritismo", lemos:

 

«1. Não penseis que eu tenha vindo destruir a lei ou os profetas; não os vim destruir, mas cumpri-los: porquanto em verdade vos digo que o céu e a Terra não passarão, sem que tudo o que se acha na lei esteja perfeitamente cumprido, enquanto reste um único iota e um único ponto. (Mateus, 5:17 e 18.)

Moisés
2. Na lei moisaica, há duas partes distintas: a Lei de Deus, promulgada no monte Sinai, e a lei civil ou disciplinar, decretada por Moisés.
Uma é invariável:

I. Eu sou o Senhor, vosso Deus, que vos tirei do Egito, da casa da servidão. Não tereis, diante de mim, outros deuses estrangeiros. Não fareis imagem esculpida, nem figura alguma do que está em cima do céu, nem embaixo na Terra, nem do que quer que esteja nas águas sob a terra. Não os adorareis e não lhes prestareis culto soberano.

II. Não pronunciareis em vão o nome do Senhor, vosso Deus.

III. Lembrai-vos de santificar o dia do sábado.
IV. Honrai a vosso pai e a vossa mãe, a fim de viverdes longo tempo na terra que o Senhor vosso Deus vos dará.
V. Não mateis.
VI. Não cometais adultério.
VII. Não roubeis.
VIII. Não presteis testemunho falso contra o vosso próximo.
IX. Não desejeis a mulher do vosso próximo.
X. Não cobiceis a casa do vosso próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu asno, nem qualquer das coisas que lhe pertençam. 

 

É de todos os tempos e de todos os países essa lei e tem, por isso mesmo, caráter divino. Todas as outras são leis que Moisés decretou, obrigado que se via a conter, pelo temor, um povo de seu natural turbulento e indisciplinado, no qual tinha ele de combater arraigados abusos e preconceitos, adquiridos durante a escravidão do Egito. Para imprimir autoridade às suas leis, houve de lhes atribuir origem divina, conforme o fizeram todos os legisladores dos povos primitivos. A autoridade do homem precisava apoiar-se na autoridade de Deus; mas só a ideia de um Deus terrível podia impressionar criaturas ignorantes, nas quais ainda pouco desenvolvidos se encontravam o senso moral e o sentimento de uma justiça reta.»

 

1- Kardec, lança mão dos dez mandamentos promulgados pela ICAR e usa-os sem sequer perceber que juntou dois mandamentos no 1º e dividiu o 10º em dois. Desejar a mulher do próximo e cobiçar as coisas alheias é exactamente a mesma coisa, mas a ICAR, para promover a idolatria sonegou o segundo mandamento «Não tereis, diante de mim, outros deuses estrangeiros. Não fareis imagem esculpida, nem figura alguma do que está em cima do céu, nem em baixo na Terra, nem do que quer que esteja nas águas sob a terra. Não os adorareis e não lhes prestareis culto soberano» (Êxodo 20:4-5).

 

2- Na sua tentativa de apontar erros à Bíblia e de desculpar Deus por leis que não consegue entender, Kardec começa por afirmar que Moisés é mentiroso. Aquele que Kardec afirma ser a primeira revelação de Deus ao ser humano, Moisés, à luz dos escritos do codificador espírita, não passou de um mentiroso que afirmou ter recebido de Deus algo que era da sua própria autoria. Veremos que, à luz das palavras de da obra de Cristo, a afirmação de Kardec é falsa. 

 

Qual foi a Lei que Jesus veio cumprir? A lei mosaica foi decretada por obra e graça de Moisés para amedrontar um povo turbulento e indisciplinado? Moisés inventou que foi Deus o autor dessas leis porque o povo era ignorante e pouco desenvolvido?

 

A resposta a cada uma das deduções de Kardec é um rotundo: «NÃO!». Analisemos:

 

Jesus disse claramente que nem um "jota ou um til" (representantes das menores marcações do hebraico) passariam até que todas as suas palavras [Antigo Testamento] fossem cumpridas (Mateus 5:18). Por conseguinte, nem um único ponto da lei poderia falhar até que o seu objectivo tivesse sido alcançado por completo. Jesus cumpriu a lei. Jesus cumpriu toda a lei. Não podemos dizer que Jesus cumpriu o sistema de sacrifícios, mas deixou de cumprir os outros aspectos da lei. Ou Jesus cumpriu todas as obrigações legais, ou não cumpriu nada. O que a morte de Jesus significa para o sistema de sacrifícios também significa para os outros aspectos da lei. Então, qual foi a lei que Ele veio cumprir?

_ Sim, Ele cumpriu os dez mandamentos. Mas, os dez mandamentos são uma maldição? «Claro que não!»

A Palavra de Deus diz-nos que Ele veio libertar-nos da maldição da lei: «Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro;» (Gálatas 3:13). Sabendo que era a lei mosaica que afirmava «O seu cadáver não permanecerá no madeiro, mas certamente o enterrarás no mesmo dia; porquanto o pendurado é maldito de Deus; assim não contaminarás a tua terra, que o Senhor teu Deus te dá em herança.» (Deuteronómio 21:23), Jesus veio cumprir a lei dos sacrifícios, de uma vez por todas. Como lemos em Hebreus: «Porque tendo a lei [mosaica] a sombra dos bens futuros, e não a imagem exacta das coisas, nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam.[...] Porque é impossível que o sangue dos touros e dos bodes tire os pecados. [...] Então disse: Eis aqui venho, para fazer, ó Deus, a tua vontade. Tira o primeiro, para estabelecer o segundo. Na qual vontade temos sido santificados pela oblação do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez. E assim todo o sacerdote aparece cada dia, ministrando e oferecendo muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca podem tirar os pecados; mas este [Jesus Cristo], havendo oferecido para sempre um único sacrifício pelos pecados, está assentado à destra de Deus,» (Hebreus 10:1,4,9-12).

 

Moisés, divinamente inspirado, escreveu o Pentateuco [5 primeiros livros da Bíblia]. O livro de Deuteronómio é o último desses livros - é uma colecção dos seus sermões a Israel pouco antes de atravessarem o Jordão. «Estas são as palavras que Moisés...» (1:1). Outra pessoa (possivelmente Josué) talvez tenha escrito o último capítulo.


Quando foi escrito: Estes sermões foram dados durante o período de 40 dias antes de Israel entrar na Terra Prometida. O primeiro sermão foi proferido no primeiro dia do décimo primeiro mês (1:3), e os israelitas atravessaram o Jordão 70 dias depois, no décimo dia do primeiro mês (Josué 4:19). Subtraia 30 dias de luto após a morte de Moisés (Deuteronómio 34:8) e sobram 40 dias. O ano era 1410 a.C.

Propósito: Uma nova geração de israelitas estava prestes a entrar na Terra Prometida. Esta multidão não tinha experimentado do milagre no Mar Vermelho nem tinha ouvido a Lei a ser dada no Sinai.Eles estavam prestes a entrar numa nova terra com muitos perigos e tentações. O livro de Deuteronómio foi dado para lhes lembrar da Lei de Deus e do Seu poder.

Versículos-chave: «Não acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do SENHOR vosso Deus, que eu vos mando» (Deuteronómio 4:2); «Ouve, Israel, o SENHOR nosso Deus é o único SENHOR. Amarás, pois, o SENHOR teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças. E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te» (Deuteronómio 6:4-7), «Disse-lhes: Aplicai o vosso coração a todas as palavras que hoje testifico entre vós, para que as recomendeis a vossos filhos, para que tenham cuidado de cumprir todas as palavras desta lei. Porque esta palavra não vos é vã, antes é a vossa vida; e por esta mesma palavra prolongareis os dias na terra a qual, passando o Jordão, ides a possuir» (Deuteronómio 32:46-47).

Resumo: Divinamente inspirado, sem em momento algum agir segundo as suas ideias, Moisés ordena aos israelitas que se lembrem de quatro coisas: a fidelidade de Deus, a santidade de Deus, as bênçãos de Deus e as advertências de Deus. Os três primeiros capítulos recapitulam a viagem desde a saída do Egipto até à sua localização actual, Moabe. O capítulo 4 é um chamado à obediência, a ser fiel ao Deus que lhes foi fiel.

Os capítulos 5 a 26 são uma repetição da lei. Os dez mandamentos, assim como as leis sobre os sacrifícios, os dias especiais e o resto da lei são dados à nova geração. Bênçãos são prometidas aos que obedecem (5:29; 6:17-19, 11:13-15) e fome é prometida àqueles que infringem a lei (11:16-17).

O tema de bênção e maldição continua nos capítulos 27-30. Esta parte do livro termina com uma escolha bem definida que é apresentada a Israel: «... te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição» . O desejo de Deus para o Seu povo encontra-se no que Ele recomenda: «escolhe pois a vida» (30:19).

Nos capítulos finais, Moisés exorta o povo, comissiona aquele que o vai substituir, Josué; regista uma canção e dá a bênção final a cada uma das tribos de Israel. O capítulo 34 relata as circunstâncias da morte de Moisés. Ele subiu ao cume de Pisga, onde o Senhor lhe mostrou a Terra Prometida na qual ele não poderia entrar. Aos 120 anos, mas ainda com força e uma visão apurada, Moisés morreu na presença do Senhor. O livro de Deuteronómio termina com um curto obituário sobre este grande profeta.

Prenúncios: Muitos temas do Novo Testamento estão presentes no livro de Deuteronómio. O principal deles é a necessidade de manter perfeitamente a Lei Mosaica e a impossibilidade de o fazer. Os sacrifícios infindáveis e necessários para a expiação dos pecados do povo – os quais continuamente transgrediam a lei – encontrariam o seu cumprimento final “de uma vez por todas” no sacrifício de Cristo (Hebreus 10:10). Por causa da Sua obra expiatória na cruz, não mais precisaríamos de oferecer sacrifícios pelo pecado.

A escolha de Deus dos israelitas como o Seu povo especial prenuncia a Sua escolha daqueles que viriam a crer em Cristo (1 Pedro 2:9). Em Deuteronómio 18:15-19, Moisés profetiza sobre um outro profeta – o maior Profeta de todos, o Messias. Assim como Moisés, Ele iria receber e pregar a revelação divina e conduzir o Seu povo (João 6:14; 7:40).

Aplicação Prática: O livro do Deuteronómio ressalta a importância da Palavra de Deus. É uma parte vital da nossa vida. Embora estejamos mais sob a lei do Antigo Testamento, ainda somos responsáveis por nos submeter à vontade de Deus nas nossas vidas. A obediência traz bênção e o pecado tem suas próprias consequências.

Nenhum de nós está “acima da lei”. Moisés, o líder e profeta escolhido por Deus tinha a obrigação de obedecer. A razão pela qual não lhe foi permitido entrar na Terra Prometida foi a sua desobediência à ordem clara do Senhor (Números 20:13).

Durante o tempo do Seu teste no deserto, Jesus citou o livro do Deuteronómio três vezes (Mateus 4). Ao fazê-lo, Jesus ilustrou  a necessidade de esconder a Palavra de Deus nos nossos corações para que não pequemos contra Ele (Salmos 119:11).

Assim como Israel se lembrou da fidelidade de Deus, também nós o devemos fazer. A travessia do Mar Vermelho, a presença sagrada no Sinai e a bênção do maná no deserto devem ser um incentivo para nós. Uma óptima maneira prosseguir é tirar um tempo para olhar para trás e ver o que Deus fez.

No livro de Deuteronómio, temos a bela imagem de um Deus amoroso que deseja um relacionamento com os Seus filhos. O Senhor aponta o amor como o motivo pelo qual Ele tirou Israel do Egipto “com mão poderosa” e os remiu (Deuteronómio 7:7-9). Que coisa maravilhosa ser livre da escravidão do pecado e amado por um Deus todo-poderoso!

 

Portanto, a opinião de Kardec não passa de uma deturpação grotesca do ensino bíblico e das suas próprias interpretações da Escritura. Se há aqui alguém profundamente ignorante, não é o povo judeu, mas sim o codificador do espiritismo que, influenciado pelos demónios que o (des)orientaram, escreveu um tratado mentiroso acerca da Palavra de Deus e do seu servo Moisés. 

 

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No próximo post veremos como Kardec deturpa um texto bíblico para tentar basear a reencarnação!

 

 

 

 

18
Out16

Presunção e água benta...

Maria Helena

Na Introdução d "O Evangelho Segundo o Espiritismo", lemos as palavras de Allan Kardec acerca dos Evangelhos:

 

«Podem dividir-se em cinco partes as matérias contidas nos Evangelhos: os atos comuns da vida do Cristo; os milagres; as predições; as palavras que foram tomadas pela Igreja para fundamento de seus dogmas; e o ensino moral. As quatro primeiras têm sido objeto de controvérsias; a última, porém, conservou-se constantemente inatacável. [...] Aliás, se o discutissem, nele teriam as seitas encontrado sua própria condenação, visto que, na maioria, elas se agarram mais à parte mística do que à parte moral, que exige de cada um a reforma de si mesmo. Para os homens, em particular, constitui aquele código uma regra de proceder que abrange todas as circunstâncias da vida privada e da vida pública, o princípio básico de todas as relações sociais que se fundam na mais rigorosa justiça. É, finalmente e acima de tudo, o roteiro infalível para a felicidade vindoura, o levantamento de uma ponta do véu que nos oculta a vida futura. Essa parte é a que será objeto exclusivo desta obra.
Toda a gente admira a moral evangélica; todos lhe proclamam a sublimidade e a necessidade; muitos, porém, assim se pronunciam por fé, confiados no que ouviram dizer, ou firmados em certas máximas que se tornaram proverbiais. Poucos, no entanto, a conhecem a fundo e menos ainda são os que a compreendem e lhe sabem deduzir as consequências. A razão está, por muito, na dificuldade que apresenta o entendimento do Evangelho que, para o maior número dos seus leitores, é ininteligível. A forma alegórica e o intencional misticismo da linguagem fazem que a maioria o leia por desencargo de consciência e por dever, como leem as preces, sem as entender, isto é, sem proveito. Passam-lhes despercebidos os preceitos morais, disseminados aqui e ali, intercalados na massa das narrativas. Impossível, então, apanhar-se-lhes o conjunto e tomá-los para objeto de leitura e meditações especiais." 

"O Evangelho Segundo o Espiritismo", págs.17-18

 

Depois de dizer que os actos comuns da vida de Cristo, os seus milagres, as suas profecias e as suas palavras têm sido alvo de controvérsia ao longo dos anos e que só o seu ensino moral permanece inatacável, talvez porque ele mesmo não acredite em nada que os Evangelhos dizem acerca de Jesus Cristo, nem na maior parte das suas palavras e use apenas aquilo a que chama "o seu ensino moral" nas suas obras, Kardec afirma que até ao ano 1855, ninguém pôde explicar devidamente o Evangelho... Que só ele, qual Moisés do século XIX, teve a revelação que ninguém havia tido antes e a chave para abrir a caixa de pandora. Como diria a minha mãe: «Presunção e água benta, cada um toma a que quer!»

 

O século XIX foi fértil em falsos profetas:

Em 1830, Joseph Smith havia fundado os Mórmons e alegava ter recebido de um anjo, Moróni, toda a verdade que até então ninguém tinha percebido nos evangelhos e na Bíblia no seu todo. Segundo ele, a Bíblia havia sido adulterada e ele tinha a verdade que recebera directamente do céu.

Em 1860, surgem os Adventistas do Sétimo Dia já depois de um arranque em falso em 1831 quando Guilherme Miller faz falsas profecias que apontavam a data da volta de Jesus em 22 de Outubro de 1844. O dia e o ano passaram e... Nada aconteceu. Em 1844, surge Ellen White com algumas visões e profecias que também se revelaram falsas. 

Em 1870, Charles Taze Russel funda as Testemunhas de Jeová e também ele alega que, finalmente, alguém interpretava devidamente a Bíblia e que a única religião verdadeira tinha chegado. 

 

Todos os falsos profetas citados acima apareceram nos EUA no século XIX. Pelo meio, em França, aparece Allan Kardec a revestir a doutrina veda da reencarnação e a travesti-la de cristã. Afirmando, tal como os demais, que finalmente tinha a chave para descodificar o que ninguém antes dele conseguira fazer, (Eureka!) Kardec compõe um falso evangelho e encosta-se à Bíblia para parecer cristão. Também ele alinhou na mentira dos demónios disfarçados de anjos que apareceram a Joseph Smith e que agora o dirigiam e afirmou que a Bíblia está cheia de erros e que foi adulterada ao longo dos anos. Claro que isso só acontece nas partes em que a Bíblia desmascara o espiritismo.

Ao afirmar que a sua obra «É, finalmente e acima de tudo, o roteiro infalível para a felicidade vindoura, o levantamento de uma ponta do véu que nos oculta a vida futura.», Kardec angaria seguidores e, valendo-se do analfabetismo bíblico do povinho, faz parecer que acredita na Bíblia, mas não em toda a Bíblia... Ao mesmo tempo que usava textos bíblicos descontextualizados para fazer crer que a sua doutrina se baseava na Bíblia, descredibilizava-a e denegria-a para afastar as pessoas dela. 

Usando o ensino que era dado pelo clero aos católicos romanos de que a Bíblia era de difícil entendimento e que ninguém podia entendê-la sozinho, Kardec afirmava:  «A razão está, por muito, na dificuldade que apresenta o entendimento do Evangelho que, para o maior número dos seus leitores, é ininteligível.», e assim prepara caminho para enganar quem não conhecia a Escritura e acreditava que só homens iluminados podiam entendê-la.  Era fácil enganar um povo que acreditava que se lesse a Bíblia ficava tolinho. 

Aprisionados pela religião dominante, muitos viram no espiritismo a hipótese de entrar no ocultismo sem deixarem de ser católicos romanos. Afinal, os católicos também acreditam que os mortos os ouvem, que intercedem por eles e que cuidam deles... porque não poderiam comunicar-se?

Acreditar que durante 1855 anos não houve ninguém capaz de entender o ensino da Bíblia, é de uma ignorância atroz. Só é credível para quem não tem o mínimo conhecimento de História da Igreja. 

 

Hoje, continua a valer o alerta do apóstolo Paulo: «Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema.» Gálatas 1:8

«Porque, se alguém for pregar-vos outro Jesus que nós não temos pregado, ou se recebeis outro espírito que não recebestes, ou outro evangelho que não abraçastes, com razão o sofreríeis.» 2 Coríntios 11:4

Maria Helena Costa

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18
Out16

Evangelho segundo o espiritismo modificado...

Maria Helena

Ao baixar "O evangelho segundo o Espiritismo" em PDF, lemos na pág. 13:

 

Explicação

 

"Como é do domínio público, Kardec, ao imprimir a 3a edição do seu livro — O evangelho segundo o espiritismo —, por ordem dos Espíritos reformou completamente as edições anteriores, suprimindo inúmeros trechos, acrescentando outros, alterando a redação de muitos e a numeração de vários parágrafos, tendo, anteriormente, modificado o próprio título da obra. A 3a edição francesa ficou, pois, sendo a definitiva e, por isso mesmo, a Federação Espírita Brasileira, obediente às instruções que os Espíritos deram a Kardec, e por este aceitas, fez a presente tradução da referida 3a edição francesa, sobre a qual Kardec escreveu, em Revue spirite de novembro de 1865, o seguinte: Esta edição foi completamente refundida. Além de algumas adições, as principais modificações consistem numa classificação mais metódica, mais clara e mais cómoda das matérias, tornando a obra de mais fácil leitura e facilitando igualmente as consultas."

A Editora

Perguntas que surgem:

- Quais dos espíritos [demónios] falaram verdade? Os da primeira? Ou os desta edição?

- O que é que mudou?

- Quais foram os textos descartados, e porque é que o foram?

 

Infelizmente, haverá sempre quem prefira a mentira e a siga cegamente!

É por estas e por outras que vemos claramente que "O Evangelho segundo o espiritismo" é uma obra inspirada por demónios que vão mudando o seu conteúdo conforme alguns dos seus ensinos vão sendo desmascarados...

Como cristãos, que crêem na infalível Palavra de Deus que permanece para sempre, inspirada pelo Espírito Santo que nunca se contradiz e que não precisa de ser adulterada para se adaptar às descobertas que a ciência vai fazendo, ou às culturas, devemos rejeitar e considerar satânicas todas as obras que afirmem vir de espíritos de luz [demónios] que se contradizem uns aos outros.

Cremos na Bíblia e nas palavras de Jesus que disse: «Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til jamais passará da lei, sem que tudo seja cumprido.» (Mateus 5:18). De Génesis a Apocalipse, o centro da Bíblia é Jesus Cristo, e todas as profecias que a Escritura contém se têm vindo a cumprir tal e qual estão escritas. As que ainda não se cumpriram, cumprir-se-ão no tempo determinado por Deus e não falharão.

Fuja da mentira! Fuja dos espíritos [demónios] mentirosos.

 

Maria Helena Costa

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