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O Evangelho Segundo o Espiritismo à luz da Bíblia

Kardec afirmou que "O Evangelho Segundo o Espiritismo" era a última revelação de Deus à humanidade e a mais actual e correcta. Milhões têm sido enredados por essa doutrina que vem sendo modificada...

O Evangelho Segundo o Espiritismo à luz da Bíblia

Kardec afirmou que "O Evangelho Segundo o Espiritismo" era a última revelação de Deus à humanidade e a mais actual e correcta. Milhões têm sido enredados por essa doutrina que vem sendo modificada...

07
Nov16

Não vim destruir a Lei

Maria Helena

Na página 41 e 42 do "Evangelho segundo o espiritismo", lemos:

 

«1. Não penseis que eu tenha vindo destruir a lei ou os profetas; não os vim destruir, mas cumpri-los: porquanto em verdade vos digo que o céu e a Terra não passarão, sem que tudo o que se acha na lei esteja perfeitamente cumprido, enquanto reste um único iota e um único ponto. (Mateus, 5:17 e 18.)

Moisés
2. Na lei moisaica, há duas partes distintas: a Lei de Deus, promulgada no monte Sinai, e a lei civil ou disciplinar, decretada por Moisés.
Uma é invariável:

I. Eu sou o Senhor, vosso Deus, que vos tirei do Egito, da casa da servidão. Não tereis, diante de mim, outros deuses estrangeiros. Não fareis imagem esculpida, nem figura alguma do que está em cima do céu, nem embaixo na Terra, nem do que quer que esteja nas águas sob a terra. Não os adorareis e não lhes prestareis culto soberano.

II. Não pronunciareis em vão o nome do Senhor, vosso Deus.

III. Lembrai-vos de santificar o dia do sábado.
IV. Honrai a vosso pai e a vossa mãe, a fim de viverdes longo tempo na terra que o Senhor vosso Deus vos dará.
V. Não mateis.
VI. Não cometais adultério.
VII. Não roubeis.
VIII. Não presteis testemunho falso contra o vosso próximo.
IX. Não desejeis a mulher do vosso próximo.
X. Não cobiceis a casa do vosso próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu asno, nem qualquer das coisas que lhe pertençam. 

 

É de todos os tempos e de todos os países essa lei e tem, por isso mesmo, caráter divino. Todas as outras são leis que Moisés decretou, obrigado que se via a conter, pelo temor, um povo de seu natural turbulento e indisciplinado, no qual tinha ele de combater arraigados abusos e preconceitos, adquiridos durante a escravidão do Egito. Para imprimir autoridade às suas leis, houve de lhes atribuir origem divina, conforme o fizeram todos os legisladores dos povos primitivos. A autoridade do homem precisava apoiar-se na autoridade de Deus; mas só a ideia de um Deus terrível podia impressionar criaturas ignorantes, nas quais ainda pouco desenvolvidos se encontravam o senso moral e o sentimento de uma justiça reta.»

 

1- Kardec, lança mão dos dez mandamentos promulgados pela ICAR e usa-os sem sequer perceber que juntou dois mandamentos no 1º e dividiu o 10º em dois. Desejar a mulher do próximo e cobiçar as coisas alheias é exactamente a mesma coisa, mas a ICAR, para promover a idolatria sonegou o segundo mandamento «Não tereis, diante de mim, outros deuses estrangeiros. Não fareis imagem esculpida, nem figura alguma do que está em cima do céu, nem em baixo na Terra, nem do que quer que esteja nas águas sob a terra. Não os adorareis e não lhes prestareis culto soberano» (Êxodo 20:4-5).

 

2- Na sua tentativa de apontar erros à Bíblia e de desculpar Deus por leis que não consegue entender, Kardec começa por afirmar que Moisés é mentiroso. Aquele que Kardec afirma ser a primeira revelação de Deus ao ser humano, Moisés, à luz dos escritos do codificador espírita, não passou de um mentiroso que afirmou ter recebido de Deus algo que era da sua própria autoria. Veremos que, à luz das palavras de da obra de Cristo, a afirmação de Kardec é falsa. 

 

Qual foi a Lei que Jesus veio cumprir? A lei mosaica foi decretada por obra e graça de Moisés para amedrontar um povo turbulento e indisciplinado? Moisés inventou que foi Deus o autor dessas leis porque o povo era ignorante e pouco desenvolvido?

 

A resposta a cada uma das deduções de Kardec é um rotundo: «NÃO!». Analisemos:

 

Jesus disse claramente que nem um "jota ou um til" (representantes das menores marcações do hebraico) passariam até que todas as suas palavras [Antigo Testamento] fossem cumpridas (Mateus 5:18). Por conseguinte, nem um único ponto da lei poderia falhar até que o seu objectivo tivesse sido alcançado por completo. Jesus cumpriu a lei. Jesus cumpriu toda a lei. Não podemos dizer que Jesus cumpriu o sistema de sacrifícios, mas deixou de cumprir os outros aspectos da lei. Ou Jesus cumpriu todas as obrigações legais, ou não cumpriu nada. O que a morte de Jesus significa para o sistema de sacrifícios também significa para os outros aspectos da lei. Então, qual foi a lei que Ele veio cumprir?

_ Sim, Ele cumpriu os dez mandamentos. Mas, os dez mandamentos são uma maldição? «Claro que não!»

A Palavra de Deus diz-nos que Ele veio libertar-nos da maldição da lei: «Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro;» (Gálatas 3:13). Sabendo que era a lei mosaica que afirmava «O seu cadáver não permanecerá no madeiro, mas certamente o enterrarás no mesmo dia; porquanto o pendurado é maldito de Deus; assim não contaminarás a tua terra, que o Senhor teu Deus te dá em herança.» (Deuteronómio 21:23), Jesus veio cumprir a lei dos sacrifícios, de uma vez por todas. Como lemos em Hebreus: «Porque tendo a lei [mosaica] a sombra dos bens futuros, e não a imagem exacta das coisas, nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam.[...] Porque é impossível que o sangue dos touros e dos bodes tire os pecados. [...] Então disse: Eis aqui venho, para fazer, ó Deus, a tua vontade. Tira o primeiro, para estabelecer o segundo. Na qual vontade temos sido santificados pela oblação do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez. E assim todo o sacerdote aparece cada dia, ministrando e oferecendo muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca podem tirar os pecados; mas este [Jesus Cristo], havendo oferecido para sempre um único sacrifício pelos pecados, está assentado à destra de Deus,» (Hebreus 10:1,4,9-12).

 

Moisés, divinamente inspirado, escreveu o Pentateuco [5 primeiros livros da Bíblia]. O livro de Deuteronómio é o último desses livros - é uma colecção dos seus sermões a Israel pouco antes de atravessarem o Jordão. «Estas são as palavras que Moisés...» (1:1). Outra pessoa (possivelmente Josué) talvez tenha escrito o último capítulo.


Quando foi escrito: Estes sermões foram dados durante o período de 40 dias antes de Israel entrar na Terra Prometida. O primeiro sermão foi proferido no primeiro dia do décimo primeiro mês (1:3), e os israelitas atravessaram o Jordão 70 dias depois, no décimo dia do primeiro mês (Josué 4:19). Subtraia 30 dias de luto após a morte de Moisés (Deuteronómio 34:8) e sobram 40 dias. O ano era 1410 a.C.

Propósito: Uma nova geração de israelitas estava prestes a entrar na Terra Prometida. Esta multidão não tinha experimentado do milagre no Mar Vermelho nem tinha ouvido a Lei a ser dada no Sinai.Eles estavam prestes a entrar numa nova terra com muitos perigos e tentações. O livro de Deuteronómio foi dado para lhes lembrar da Lei de Deus e do Seu poder.

Versículos-chave: «Não acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do SENHOR vosso Deus, que eu vos mando» (Deuteronómio 4:2); «Ouve, Israel, o SENHOR nosso Deus é o único SENHOR. Amarás, pois, o SENHOR teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças. E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te» (Deuteronómio 6:4-7), «Disse-lhes: Aplicai o vosso coração a todas as palavras que hoje testifico entre vós, para que as recomendeis a vossos filhos, para que tenham cuidado de cumprir todas as palavras desta lei. Porque esta palavra não vos é vã, antes é a vossa vida; e por esta mesma palavra prolongareis os dias na terra a qual, passando o Jordão, ides a possuir» (Deuteronómio 32:46-47).

Resumo: Divinamente inspirado, sem em momento algum agir segundo as suas ideias, Moisés ordena aos israelitas que se lembrem de quatro coisas: a fidelidade de Deus, a santidade de Deus, as bênçãos de Deus e as advertências de Deus. Os três primeiros capítulos recapitulam a viagem desde a saída do Egipto até à sua localização actual, Moabe. O capítulo 4 é um chamado à obediência, a ser fiel ao Deus que lhes foi fiel.

Os capítulos 5 a 26 são uma repetição da lei. Os dez mandamentos, assim como as leis sobre os sacrifícios, os dias especiais e o resto da lei são dados à nova geração. Bênçãos são prometidas aos que obedecem (5:29; 6:17-19, 11:13-15) e fome é prometida àqueles que infringem a lei (11:16-17).

O tema de bênção e maldição continua nos capítulos 27-30. Esta parte do livro termina com uma escolha bem definida que é apresentada a Israel: «... te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição» . O desejo de Deus para o Seu povo encontra-se no que Ele recomenda: «escolhe pois a vida» (30:19).

Nos capítulos finais, Moisés exorta o povo, comissiona aquele que o vai substituir, Josué; regista uma canção e dá a bênção final a cada uma das tribos de Israel. O capítulo 34 relata as circunstâncias da morte de Moisés. Ele subiu ao cume de Pisga, onde o Senhor lhe mostrou a Terra Prometida na qual ele não poderia entrar. Aos 120 anos, mas ainda com força e uma visão apurada, Moisés morreu na presença do Senhor. O livro de Deuteronómio termina com um curto obituário sobre este grande profeta.

Prenúncios: Muitos temas do Novo Testamento estão presentes no livro de Deuteronómio. O principal deles é a necessidade de manter perfeitamente a Lei Mosaica e a impossibilidade de o fazer. Os sacrifícios infindáveis e necessários para a expiação dos pecados do povo – os quais continuamente transgrediam a lei – encontrariam o seu cumprimento final “de uma vez por todas” no sacrifício de Cristo (Hebreus 10:10). Por causa da Sua obra expiatória na cruz, não mais precisaríamos de oferecer sacrifícios pelo pecado.

A escolha de Deus dos israelitas como o Seu povo especial prenuncia a Sua escolha daqueles que viriam a crer em Cristo (1 Pedro 2:9). Em Deuteronómio 18:15-19, Moisés profetiza sobre um outro profeta – o maior Profeta de todos, o Messias. Assim como Moisés, Ele iria receber e pregar a revelação divina e conduzir o Seu povo (João 6:14; 7:40).

Aplicação Prática: O livro do Deuteronómio ressalta a importância da Palavra de Deus. É uma parte vital da nossa vida. Embora estejamos mais sob a lei do Antigo Testamento, ainda somos responsáveis por nos submeter à vontade de Deus nas nossas vidas. A obediência traz bênção e o pecado tem suas próprias consequências.

Nenhum de nós está “acima da lei”. Moisés, o líder e profeta escolhido por Deus tinha a obrigação de obedecer. A razão pela qual não lhe foi permitido entrar na Terra Prometida foi a sua desobediência à ordem clara do Senhor (Números 20:13).

Durante o tempo do Seu teste no deserto, Jesus citou o livro do Deuteronómio três vezes (Mateus 4). Ao fazê-lo, Jesus ilustrou  a necessidade de esconder a Palavra de Deus nos nossos corações para que não pequemos contra Ele (Salmos 119:11).

Assim como Israel se lembrou da fidelidade de Deus, também nós o devemos fazer. A travessia do Mar Vermelho, a presença sagrada no Sinai e a bênção do maná no deserto devem ser um incentivo para nós. Uma óptima maneira prosseguir é tirar um tempo para olhar para trás e ver o que Deus fez.

No livro de Deuteronómio, temos a bela imagem de um Deus amoroso que deseja um relacionamento com os Seus filhos. O Senhor aponta o amor como o motivo pelo qual Ele tirou Israel do Egipto “com mão poderosa” e os remiu (Deuteronómio 7:7-9). Que coisa maravilhosa ser livre da escravidão do pecado e amado por um Deus todo-poderoso!

 

Portanto, a opinião de Kardec não passa de uma deturpação grotesca do ensino bíblico e das suas próprias interpretações da Escritura. Se há aqui alguém profundamente ignorante, não é o povo judeu, mas sim o codificador do espiritismo que, influenciado pelos demónios que o (des)orientaram, escreveu um tratado mentiroso acerca da Palavra de Deus e do seu servo Moisés. 

 

Cristo nos resgatou.jpg

 

No próximo post veremos como Kardec deturpa um texto bíblico para tentar basear a reencarnação!

 

 

 

 

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