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O Evangelho Segundo o Espiritismo à luz da Bíblia

Kardec afirmou que "O Evangelho Segundo o Espiritismo" era a última revelação de Deus à humanidade e a mais actual e correcta. Milhões têm sido enredados por essa doutrina que vem sendo modificada...

O Evangelho Segundo o Espiritismo à luz da Bíblia

Kardec afirmou que "O Evangelho Segundo o Espiritismo" era a última revelação de Deus à humanidade e a mais actual e correcta. Milhões têm sido enredados por essa doutrina que vem sendo modificada...

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Nov16

O papel de Jesus

Maria Helena

«4. O papel de Jesus não foi o de um simples legislador moralista, tendo por exclusiva autoridade a sua palavra. Cabia-lhe dar cumprimento às profecias que lhe anunciaram o advento; a autoridade lhe vinha da natureza excepcional do seu Espírito e da sua missão divina. Ele viera ensinar aos homens que a verdadeira vida não é a que transcorre na Terra, e sim a que é vivida no Reino dos Céus; viera ensinar-lhes o caminho que a esse reino conduz, os meios de eles se reconciliarem com Deus e de pressentirem esses meios na marcha das coisas por vir, para a realização dos destinos humanos. Entretanto, não disse tudo, limitando-se, respeito a muitos pontos, a lançar o gérmen de verdades que, segundo Ele próprio o declarou, ainda não podiam ser compreendidas. Falou de tudo, mas em termos mais ou menos implícitos.Para
ser apreendido o sentido oculto de algumas palavras suas, mister se fazia que novas ideias e novos conhecimentos lhes trouxessem a chave indispensável, ideias que, porém, não podiam surgir antes que o espírito humano houvesse alcançado um certo grau de madureza. A Ciência tinha de contribuir poderosamente para a eclosão e o desenvolvimento de tais ideias. Importava, pois, dar à Ciência tempo para progredir.»

 

A única verdade deste ensino de Kardec é que «O papel de Jesus não foi o de um simples legislador moralista,», mas a segunda parte da sentença é falsa. Cristo teve como única e exclusiva autoridade a Sua Palavra. Ele veio cumprir as profecias que O anunciavam e que afirmavam que Ele viria morrer pelos pecados do povo:

«Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos. Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca. Da opressão e do juízo foi tirado; e quem contará o tempo da sua vida? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; pela transgressão do meu povo ele foi atingido. E puseram a sua sepultura com os ímpios, e com o rico na sua morte; ainda que nunca cometeu injustiça, nem houve engano na sua boca.Todavia, ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando a sua alma se puser por expiação do pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias; e o bom prazer do Senhor prosperará na sua mão. Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo, o justo, justificará a muitos; porque as iniquidades deles levará sobre si. Por isso lhe darei a parte de muitos, e com os poderosos repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma na morte, e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e intercedeu pelos transgressores.» Isaías 53:4-12).

Jesus, como Ele mesmo afirmou, veio morrer no nosso lugar: «Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos.» (João 15:13), «Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; ...» (1 Pedro 3:18). 

A natureza de Jesus é divina porque Ele é Deus. João Baptista sabia quem Ele era porque Deus lho revelou: «No princípio era o Verbo [Jesus Cristo], e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.» (João 1:1-3). Ele mesmo disse: «Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai?» (João 14:9) João, a quem Deus revelou o que estaria por vir diz-nos que Jesus é o Todo-Poderoso: «E da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogénito dentre os mortos e o príncipe dos reis da terra. Àquele que nos amou, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados, e nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai; a ele glória e poder para todo o sempre. Amém. Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até os mesmos que o trespassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém. Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso.» (Apocalipse 1:5-8).

Ele veio cumprir a Lei em nosso lugar, visto sermos incapazes de a cumprir,  e ensinar-nos como viver nesta terra de forma a herdar o céu. Ele, é o reino de Deus que veio aos homens. Ele, e só Ele é o caminho: «Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.» (João 14:6).  Só por meio d'Ele _ da fé n'Ele e na sua obra redentora na cruz, somos reconciliados com Deus: «Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida.» (Romanos 5:10).

 

O destino eterno do homem define-se aqui, nesta terra.  Jesus disse TUDO o que precisamos de saber para sermos salvos. Ele só não disse aos seus discípulos o que lhes aconteceria depois que ressuscitasse e subisse ao céu. Eles ainda não estavam preparados para saber que morreriam por Ele e pelo evangelho após a Sua ressurreição. O que é que Ele estava a dizer aos discípulos quando lhes disse: «Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei. E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo. Do pecado, porque não crêem em mim; da justiça, porque vou para meu Pai, e não me vereis mais; e do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado. Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora. Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar.» (João 16:7-14)?

 

... se eu não for, o Consolador não virá. Novamente é feita a promessa do envio do Espírito Santo para consolar os discípulos. Antes _ João 7:39; 14:16-17,26 _ Jesus já havia prometido enviar o Consolador. Nos versículos 26-27, de João 15, Ele enfatizou a ajuda do Espírito Santo para testemunhar - na proclamação do evangelho. Em João 16:1-15, Jesus especificou com mais detalhes como o Espírito confronta o mundo, ou seja, Ele não apenas testifica de Jesus, mas convence as pessoas do pecado. Mediante o convencimento do pecado e do testemunho do evangelho, o Consolador muda corações hostis e rebeldes contra Deus em corações que crêem em Jesus como Salvador e Senhor.  Essa secção pode ser dividida em quatro partes:

1) o assassinato dos discípulos pelo mundo (vs. 1-4);

2) o consolo que os discípulos obterão do Senhor (vs. 5-7);

3) o convencimento das pessoas pelo Espírito Santo (vs. 8-12); e

4) a orientação do crente em toda a verdade das Escrituras pelo Espírito Santo (vs. 13-15).

16:8 Quando ele vier. No momento em que Jesus disse estas palavras faltavam pouco mais de 40 dias para a vinda do Espírito Santo no dia de Pentecostes (Atos 2:1-13). convencerá. Essa palavra possui dois significados:

1) o acto judicial de condenar para que uma sentença seja pronunciada (ou seja, termo de corte judicial _ condenação do pecado) ou

2) o acto de convencer.

Aqui, a segunda ideia é a melhor, pois, o propósito do Espírito Santo não é condenar, mas convencer da necessidade do Salvador. O Filho [Jesus Cristo] realiza o julgamento junto com o Pai «E também o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o juízo; [...] E deu-lhe o poder de exercer o juízo, porque é o Filho do homem. [...] Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma. Como ouço, assim julgo; e o meu juízo é justo, porque não busco a minha vontade, mas a vontade do Pai que me enviou.» (João 5:22,27,30). No v. 14, é dito que o Espírito Santo revelará a glória de Cristo ao seu povo. Ele também inspirará a redacção do Novo Testamento, guiará os apóstolos para o escreverem (v. 13) e revelar-lhes-á as coisas que hão-de  vir.

16:9 pecado. O singular indica que se tem em mente um pecado específico, ou seja, não crer em Jesus como o Messias e o Filho de Deus. Em última análise, esse é o único pecado que condena pessoas ao inferno: «Por isso vos disse que morrereis em vossos pecados, porque se não crerdes que EU SOU, morrereis em vossos pecados.» (João 8:24). _ Aqui [João 8:24], Jesus refere-se a si mesmo  como o Deus (Javé _ o SENHOR) do AT, e atribuiu-se directamente plena divindade; provocando a pergunta dos judeus do v. 15. _ Embora todos os seres humanos sejam depravados, amaldiçoados por violarem a lei de Deus e pecadores por natureza, o que finalmente os condena ao inferno é não quererem crer no Senhor Jesus Cristo como Salvador (cf. 8:24). 

16:10 justiça. O Espírito Santo desmantelará as pretensões da justiça própria (hipocrisia), expondo as trevas do coração. Enquanto Jesus se encontrava na terra, Ele realizou essa tarefa, especialmente em relação à superficialidade e nulidade do judaísmo que havia degenerado em legalismo, sem proporcionar vida. Com a ida de Jesus para o Pai, o Espírito Santo continua a exercer o seu papel de convencer.

 

16:11 juízo. Nesse contexto, o juízo é que o mundo se encontra sob o controle de Satanás. o Juízo do ser humano é cego, falho e mau, como fica evidenciado no seu veredicto sobre Cristo. O mundo não pode fazer juízos justos (nem naquele tempo, nem hoje), mas o Espírito de Cristo faz «E, se na verdade julgo, o meu juízo é verdadeiro, porque não sou eu só, mas eu e o Pai que me enviou.» (João 8:16). Todos os julgamentos de Satanás são mentirosos (João 8:44-47); o Espírito convence os homens do seu falso julgamento de Cristo. Satanás, o dominador deste mundo, perverteu o juízo do mundo e desviou pessoas da fé em Jesus, o Messias e Filho de Deus «Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus.» (2 Coríntios 4:4). A morte de Cristo parecia representar a Sua derrota na cruz e a vitória de Satanás, mas, na verdade, foi a destruição de Satanás «E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo.» (Col 2:15); «E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo; e livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão.» (Heb 2:14-15). O Espírito Santo conduzirá os pecadores ao verdadeiro juízo. 

16:13 toda a verdade. Esse versículo, tal como 14:26, aponta para a revelação sobrenatural de toda a verdade mediante a qual Deus Se revelou, particularmente em Cristo (vs. 14-15). Esse é o tema de todos os escritos inspirados do Novo Testamento.

16:14 Ele me glorificará. É o mesmo do v. 13, no sentido que toda a verdade do NT revelada por Deus centra-se em Cristo «Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo.» (Hb 1:1-2). Cristo é o tema do Antigo Testamento, segundo testemunha o Novo. 


Nenhum ensino de Jesus ou dos apóstolos aponta para uma nova revelação fora da Escritura, muito menos para uma nova religião ou crença. Em relação ao conhecimento de Deus, o homem de hoje é tão ignorante como o daqueles dias.  Nenhum homem, em nenhuma época, chegou, chega ou chegará ao conhecimento de Deus sem que Ele Se revele. Kardec inventa uma falácia quando afirma: «mister se fazia que novas ideias e novos conhecimentos lhes trouxessem a chave indispensável, ideias que, porém, não podiam surgir antes que o espírito humano houvesse alcançado um certo grau de madureza.» 

TUDO o que o ser humano precisa saber para ser salvo e habitar eternamente com o Senhor está na Palavra de Deus, e é conhecido dos cristãos desde sempre. Nunca foi a doutrina cristã a ensinar que havia novas revelações que só uns quantos sábios entenderiam, foi o gnosticismo, uma heresia que remonta ao primeiro século embora só fosse oficialmente reconhecida mais tarde. 

Todo o ensino de Jesus nestes textos e em toda a Escritura, da qual Ele é o Autor, é totalmente oposto ao espiritismo e à doutrina que Kardec codificou. 

É o que continuaremos a ver conforme formos desmistificando as mentiras de Kardec. 

 

Fonte: Bíblia de Estudo MacArthur

Maria Helena Costa

 

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