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O Evangelho Segundo o Espiritismo à luz da Bíblia

Kardec afirmou que "O Evangelho Segundo o Espiritismo" era a última revelação de Deus à humanidade e a mais actual e correcta. Milhões têm sido enredados por essa doutrina que vem sendo modificada...

O Evangelho Segundo o Espiritismo à luz da Bíblia

Kardec afirmou que "O Evangelho Segundo o Espiritismo" era a última revelação de Deus à humanidade e a mais actual e correcta. Milhões têm sido enredados por essa doutrina que vem sendo modificada...

12
Nov16

Quanto às leis de Moisés, propriamente ditas...

Maria Helena

«O Cristo
3. Jesus não veio destruir a lei, isto é, a Lei de Deus; veio cumpri-la, isto é, desenvolvê-la, dar-lhe o verdadeiro sentido e adaptá-la ao grau de adiantamento dos homens. Por isso é que se nos depara, nessa lei, o princípio dos deveres para com Deus e para com o próximo, base da sua doutrina. Quanto às leis de Moisés, propriamente ditas, Ele, ao contrário, as modificou profundamente, quer na substância, quer na forma. Combatendo constantemente o abuso das práticas exteriores e as falsas interpretações, por mais radical reforma não podia fazê-las passar, do que as reduzindo a esta única prescrição: “Amar a Deus acima de todas as coisas e o próximo como a si mesmo”, e acrescentando: aí estão a lei toda e os profetas.»

 

MENTIRA! Jesus não veio desenvolver a lei dar-lhe outro sentido que ela não tivesse nem adaptá-la ao grau de adiantamento dos homens porque, desde que Deus criou o homem capacitou-o a entender a Sua lei. Jesus disse ao povo: «Moisés não lhes deu a lei? No entanto, nenhum de vocês lhe obedece.» (João 7:19). Ele não disse que eles não a entendiam. Ele disse que eles não lhe obedeciam. 

No sermão do monte, Jesus não muda o sentido da lei, mas explica-a detalhadamente. E, quando lemos o verdadeiro significado da lei que Deus deu a Moisés nas palavras de Jesus, vemos a nossa incapacidade de a cumprir e percebemos claramente que precisamos de um Redentor. Os dez mandamentos, a lei que Kardec afirma vir de Deus, estão divididos em duas categorias gerais: a vertical, ou seja, o relacionamento do ser humano com Deus (vs. 2-11), e a horizontal, ou seja, o relacionamento do ser humano com a comunidade (vs. 12-17), que Jesus resume muito bem: «E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento (Êxodo 2:11). Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este (Êxodo 12:17), é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.» (Mateus 22:37-40). 

Ou seja, a Lei que Deus deu a Moisés não foi reduzida, mas sim resumida. A fasquia aumenta consideravelmente quando percebemos que Deus, ao dizer: «Não matarás», estava a dizer: «Não matarás; mas qualquer que matar será réu de juízo. [...] qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo; e qualquer que disser a seu irmão: Raca, será réu do sinédrio; e qualquer que lhe disser: Louco, será réu do fogo do inferno.» (Mateus 5:21-22).

É por isso que, aos olhos de Deus e perante a sua Santidade, todos somos pecadores culpados porque não conseguimos cumprir a lei. Quem é que nunca se encolerizou contra o seu próximo? Então, é culpado de assassinato!

 

Como já foi dito no post anterior, Jesus veio cumprir TODA a lei - a perfeita obediência aos dez mandamentos e a lei cerimonial que exigia o sacrifício de sangue como pagamento pelo pecado.  Como Isaías havia profetizado: «Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos. Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum. Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos. Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca. Da opressão e do juízo foi tirado; e quem contará o tempo da sua vida? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; pela transgressão do meu povo ele foi atingido. E puseram a sua sepultura com os ímpios, e com o rico na sua morte; ainda que nunca cometeu injustiça, nem houve engano na sua boca. Todavia, ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando a sua alma se puser por expiação do pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias; e o bom prazer do Senhor prosperará na sua mão. Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo, o justo, justificará a muitos; porque as iniquidades deles levará sobre si. Por isso lhe darei a parte de muitos, e com os poderosos repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma na morte, e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e intercedeu pelos transgressores.» (Isaías 53:2-12). 

Esta profecia de Isaías cumpre-se totalmente em Jesus Cristo: «E, chegada a tarde, trouxeram-lhe muitos endemoninhados, e ele com a sua palavra expulsou deles os espíritos, e curou todos os que estavam enfermos; para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías, que diz: Ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e levou as nossas doenças.» (Mateus 8:16-17); «Graça e paz da parte de Deus Pai e do nosso Senhor Jesus Cristo, o qual se deu a si mesmo por nossos pecados, para nos livrar do presente século mau, segundo a vontade de Deus nosso Pai,» (Gálatas 1:3-4); «Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados.» (1 Pedro 2:24). Ainda que os verbos estejam no passado, eles prevêem acontecimentos futuros que teriam o seu cumprimento na vinda do Messias, ou seja, são "perfeitos proféticos". Esses perfeitos proféticos são comuns na Escritura. Isaías disse claramente que o Messias - Jesus Cristo - suportaria as consequências dos pecados dos homens, ou seja, as enfermidades e as dores da vida. Na eternidade, TODAS as doenças serão eliminadas pois isso está incluído nos benefícios da expiação que Cristo fez.

Jesus sofreu não por causa dos seus próprios pecados porque não os tinha «Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado.» (Hebreus 4:15); «Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, e feito mais sublime do que os céus;» (Hebreus 7:26), mas como o substituto dos pecadores. Aqui, a ênfase é colocada sobre Cristo sendo aquele que recebeu a ira de Deus sobre os pecadores em lugar deles «Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.» (2 Coríntios 5:21); «Graça e paz da parte de Deus Pai e do nosso Senhor Jesus Cristo, o qual se deu a si mesmo por nossos pecados, para nos livrar do presente século mau, segundo a vontade de Deus nosso Pai,» (Gálatas 1:3-4); «Então disse: Eis aqui venho, para fazer, ó Deus, a tua vontade. Tira o primeiro, para estabelecer o segundo. Na qual vontade temos sido santificados pela oblação do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez.» (Hebreus 10:9-10). Ele suportou o castigo imposto por Deus para obter a nossa paz [reconciliação] com Deus. As pisaduras e a crucificação que Lhe trouxeram a morte, também trouxeram salvação àqueles por cujos pecados Ele morreu. Como diz Pedro: «Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados.» (1 Pedro 2:24).

Todos nós pecámos «Pois quê? Somos nós mais excelentes? De maneira nenhuma, pois já dantes demonstramos que, tanto judeus como gregos, todos estão debaixo do pecado; como está escrito:Não há um justo, nem um sequer. [...] Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus;» (Romanos 3:9-10, 23), mas o Servo [Jesus Cristo] suportou, de modo satisfatório, a consequência do pecado: a justa ira de Deus que deveria cair sobre os pecadores «Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. O qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo.» (1 Timóteo 2:5-6); «Porque para isto trabalhamos e somos injuriados, pois esperamos no Deus vivo, que é o Salvador de todos os homens, principalmente dos fiéis.» (1 Timóteo 4:10); «E ele [Jesus Cristo] é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo.» (1 João 2:2). 

Deus fez cair as nossa iniquidades sobre o Servo [Jesus Cristo], tratando-O como se Ele mesmo tivesse cometido todos os pecados praticados por todas as pessoas que viriam a crer, embora Ele fosse absolutamente inocente de qualquer pecado. Deus fez assim com Ele, de maneira que, o preço tendo sido pago e a justiça satisfeita, Ele então poderia imputar aos pecadores que crêem a justiça de Cristo. Em ambos os casos, isso é substituição. O Servo assumiu o papel do cordeiro do sacrifício «Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Aos dez deste mês tome cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada família. Mas se a família for pequena para um cordeiro, então tome um só com seu vizinho perto de sua casa, conforme o número das almas; cada um conforme ao seu comer, fareis a conta conforme ao cordeiro. O cordeiro, ou cabrito, será sem mácula, um macho de um ano, o qual tomareis das ovelhas ou das cabras. E o guardareis até ao décimo quarto dia deste mês, e todo o ajuntamento da congregação de Israel o sacrificará à tarde.» (Êxodo 12:3-6). Jesus cumpriu literalmente esse papel figurativo «No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.» (João 1:29); «Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado,» (1 Pedro 1:18-19); «E olhei, e eis que estava no meio do trono e dos quatro animais viventes e entre os anciãos um Cordeiro, como havendo sido morto, e tinha sete pontas e sete olhos, que são os sete espíritos de Deus enviados a toda a terra.» (Apocalipse 5:6). 


Jesus Cristo ofereceu a Sua vida para ser o objecto substitutivo para a ira de Deus em lugar de todos aqueles que creram, crêem e crerão n'Ele. Os que depositam a sua fé em Cristo, receberão a salvação e a justificação de Deus que lhes será imputada. 

 

Portanto, Kardec não explica o evangelho de Jesus Cristo, ele tenta desconstruí-lo. Os judeus que obedeciam a Deus e que O serviam fielmente, e os cristãos, nunca creram nem crêem na reencarnação, mas sim na salvação. Deus não condena ninguém a reencarnar para pagar pecados passados, Ele enviou o Seu Filho ao mundo para morrer em nosso lugar e para pagar o preço pela nossa salvação. Cristianismo é salvação. Espiritismo, condenação.

 

Maria Helena Costa

 

reencarnação 4.JPG

 

NO próximo post: O céu e a Terra não passarão sem que tudo esteja cumprido